14 de Fevereiro, dia de início da luta armada – Carlos Kawendimba
14 de Fevereiro, dia de início da luta armada – Carlos Kawendimba
amor

14 de Fevereiro, para Angola, é o dia de Início da Luta Armada; para a África, o dia de conhecer o verdadeiro pai dos teus filhos; para Europa, o dia de cheirar na boca da esposa se bebeu vinho e já para os americanos do norte a sul, com destaque para o Brasil, nosso querido Irmão, 14 de Fevereiro é o dia de se matar devido as infidelidades conjugais.

O dia 14 de Fevereiro é o início da Luta Armada de Libertação dos homens face as inúmeras explorações, escravatura carnal e mental, opressão, subjugação, chantagens, privações de vária ordem, vale de lágrimas de crocodilos.

Então para a sobrevivência dos homens, 14 de Fevereiro, vamos à luta armada.

O Europeu se duvida da sua paternidade faz o teste de DNA, O americano se duvida da sua paternidade gasta todo o dinheiro e fica pobre. Já o Angolano quer saber o verdadeiro pai dos seus filhos?

Para você saber quem é o pai dos seus filhos, dá chapada à amiga da tua mulher e lhe chama nomes feios e você não precisa mais de teste de DNA: ouvirá no imediato: “você é homem? homens são os outros, ó seu mbaku de merda…, ainda me toca mais…, vou mesmo dizer o nome de quem anda fazer filhos com a sua mulher…”.

Os homens de todo mundo, no dia 14 de Fevereiro, antes de comprar as prendas distribuam chapadas e farpas nas amigas todas da tua “mais que tudo”, da tua suposta “cara-metade”, “metade da laranja”, “dona do pedaço”…distribua “bofatadas” nas tias da tua “Jóia”, da tua “Vida” tua namorada ou esposa, a “única mulher” antes desse efemérides.

Como consequência, as notícias que vais ouvir vão poupar o teu bolso, economizar o teu sono, terminar a obra, comprar enxadas e catanas para o teu avô que está no kimbo…, e ainda vais comer ovo natural.

Das chapadas que distribuíres, como o melhor inquérito para conhecer o Guilherme ou o Samuel, aquele charmozão, fingido que anda a te apunhalar pelas costas, só as amigas furibundas, espumando a boca depois das chapadas, vão começar com a palavra mágica: “seu corno”!

Se essa palavrinha de ouro não satisfizer o ego da amiga da nossa amada, devido a ardor insuportável da “bofa”, então ela irá vociferar com raiva ainda mais aguda ou palavra ainda mais sábia: “Chifrudo de merda!!!!!!!!”.

Assim que essa palavra, há tanto tempo almejada, anelada, essa predileta palavra que deve ser explorada do dia 10 de Fevereiro, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20 e definitivamente proibida a partir do dia 21 de Fevereiro, sair da boca da chorona amiga da nossa “Joia bandida”.

Então já sabemos que “chapada é o meio de comunicação”, segundo Naná! No fim você ainda aumenta duas chapadas de controlo, um safanão de batimento, um empurrão de lucro e puxa os cabelos da amiga com raiva e lascívia e diga: “repita o que disseste, sua cabra” se tens coragem repita, agora ó sua égua, vaca que não dá leite!!!”

Ela, desafiada relampeja de novo, ruge de novo, começa a bramir de novo. Enfurecida como urso, brava como leoa à qual fora arrebatada seus filhotes, ela irá confirmar: “Ó seu cornudo, chifrudo… imbumbável, seu mbaku”!!! Vou mesmo te dizer hoje e agora: a única coisa que ofereceste na minha amiga é a tua gonorreia, ouviste!?

Você já gravou a cena toda e agora prepara o prémio, a indemnização pelas chapadas e diz assim: já tenho tudo o que eu queria. Agora a minha obra vai acabar por que a partir de hoje, contenção de gastos… Aí está o melhor teste de DNA e o melhor inquérito.

Tia Joaquina Katumbu insultava todo mundo masculino. Gabava-se de conhecer tanto a anatomia dos homens que evocava todos os órgãos pudendas (vergonhosas). O Valetino, pai de 8 filhos, jovem robusto, bruto e estúpido, antigo comandante da Defesa Civil, tinha fama de bater nas mais-velhas e, por vezes, sem motivo aparente. Vezes houvera que espancara por mero sádico prazer. Eis que esmurrou a tia Katumbu; deu-lhe duas quedas e ela não trazia a velha tanga, então suas zonas vergonhosas ficaram escancaradas ao relento.

Não depilara na véspera o que revelou um órgão, totalmente imundo e dramático. Ai a rapaziada ao redor rira, esfregara as mãos com ansiedade e cio totalmente selvagem e irresponsável; e enfiara outras mãos em seus órgãos masculinos prenhes da candura da juventude, o vigor viril, para travar a fúria másculina que a nudez da tia Katumbu despertara, naqueles órgãos masculinos irrequietos como se fosse trompas de elefantes, no interior das calças sujas e piolhentas, revelando sua libido dominandi.

A tia Katumbu de um lado se orgulhou, que mesmo estando a caminho de 60 anos de idade, ainda assim conserva um fogo que despertou sentimento lascivo na juventude. Seu traseiro duro por tanto transportar lenha seca, ainda conseguiu acordar os órgãos másculos da juventude. Mesmo assim, ultrajada pelas quedas que recebera, há instante, vociferou: “vai comer cocó, ó Valentino. Você vai bater-me? Homens de verdade que nascem filhos nunca me bateram… é você mais?”

O Valentino correu desesperado na direcção da velha Katumbu, esticou seus pernis de quase 45 centímetros de altura e tentou, em vão, alcançar a garganta para apertar a laringe da tia Katumbu para esta parar de revelar o infame, o sacrilégio da impotência do Valentino.

Este agarrou na velhote e de baixa estatura que é o Valentino, a sua cabeçada não alcançara a boca da velha Katumbu. Mas eis que cabeceou a barriga da velha duas vezes e a empurrou para trás e com a nuca, a velha Katumbu deu “tombo” de novo e sua nudez viera às moscas, de novo.

Novamente revelou o melhor de si, por debaixo das velhas e sujas saias, com aquela beleza de camponesa, na casa dos 60 cacimbos.

Ó seu burro Valentino… a sisu ey (ó seu estéril). Alguma vez trouxeste neste mundo um filho? Você não faz filhos. Ó seu mbaku, e deveria ter vergonha na cara em bater uma mulher que com grandes homens nascera filhas e filhos e você, não! Lá na tua casa tem 8 ratos que te chamam pai, mas não é você que lhes nasceu…!

– Ó mais velha Katumbu, vou te matar, sua vadia, muito velha! Saiba que eu sou um garotão que tem 8 filhos, essas 8 crianças saíram da minha cintura, saíram dos meus epidídimos, foram expelidos a partir das minhas bolsas escrotais ouviste nem!? Senti cada um deles formigando de minhas entranhas até às trompas da mãe deles ouviste!? É a força da minha juventude, que gerou essas crianças, para saberes ó sua velha sem juízo!

É aí onde se engana. Os outros comem carne e você só fica farejando o tal cheiro.

Retorquiu Joaquina Katumbu, antes de continuar:

Os filhos não são seus, você é burro de carga, a dar no duro para sustentar os filhos. Você é como a foca, transpira apanhando a presa mas quem a come é o jacaré. Você é besta de carga. Os seus socos, pontapés e chapadas bem como as cabeçadas que me acertaste com eles, em todo o corpo são pesados e doloridos. Tudo isto porque é nas chapadas onde mais canalizas a tua força que deveria empregar na cama. Mbaku duma figa…!
Toda força que deverias ter na bunda subiu até nos punhos para socar na cara das mulheres porque esqueceste onde deverias canalizar a energia de homem que você não e nunca serás… Com certeza nunca terá energia no lugar onde deveria ter. Tua força está no lugar errado…! Seu Burro de carga, camelo cheio de sede! Você na cama é igual à pudim. Mole como minhoca, teu peito nenhum pêlo, tão careca tipo pão. O teu peito é tão liso como abóbora; assim você não é homem de verdade.
Você só consegue transpirar quando cortas árvores ou bates nas mulheres, assim tens tua masculinidade totalmente duvidosa… e, por isso respeita quem nasce filhos e consegue fazer feliz uma mulher; e esse Homem de verdade não é você!
Definitivamente, hoje te chamo de besta de carga e não homem. Por isso, nunca volte a entristecer uma mulher, ó seu chifrudo, seu corno
.

Concluiu a velha Katumbu, para o jovem Valentino, pai de 8 filhos, mas a Katumbu, fruto da surra, conseguiu revelar que afinal os 8 ratinhos chamando pai a Valentino, são de outro progenitor.

VIVA O DIA 14 DE FEVEREIRO, DIA DE INÍCIO DA LUTA ARMADA.

*Poeta e romancista

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