Ndalatando regista escassez de gás de cozinha
Ndalatando regista escassez de gás de cozinha
fila de gas

A cidade de Ndalatando, capital do Cuanza Norte, regista desde finais de Fevereiro escassez de gás de cozinha, decorrente do reduzido número de agentes de revenda e do mau estado das vias.

Numa ronda efectuada hoje (terça-feira), em algumas agências de revenda de gás da cidade de Ndalatando, alguns cidadãos interpelados revelaram que são obrigados a pernoitar às portas dos postos de venda e a suportar filas enormes para aquisição do produto.

A cidadã Cândida Magalhães disse que acorreu ao posto de venda de gás às 6 horas da manhã e viu-se forçada a faltar ao serviço, porque até às 8 horas, período de início da actividade laboral, ainda não tinha conseguido o produto.

A mesma defendeu o aumento de postos de revenda, de modo a garantir uma oferta satisfatória do gás, um produto essencial para as necessidades domésticas.

Marcela Pontes chegou à agência às 5 horas da manhã, para a compra do gás, mas até às 10 horas ainda não tinha sido atendido, devido à enchente.

Segundo a Angop, das quatro agências que existem, hoje a cidade de Ndalatando conta com uma única com disponibilidade do produto.

Por seu turno, o comerciante e agente de gás, João Gaspar, apontou a referida escassez como resultado da dificuldade do carregamento regular do produto, devido ao mau estado das vias de acesso, que têm contribuído para a progressiva degradação das viaturas de transporte.

Defendeu a promoção de políticas públicas que assegurem aos comerciantes acederem ao crédito para compra de viaturas adequadas às condições das estradas e que garantam o abastecimento regular do mercado local.

O produto é adquirido nas províncias de Luanda e Malanje, onde os preços variam de 1.500 kwanzas para a botija laranja, 2 mil para a cinzenta e 2.500 kwanzas para a amarela.

O agente Délcio dos Santos apontou também o mau estado das vias como factor que tem inviabilizado a disponibilização permanente do produto, esclarecendo que em cada carregamento os proprietários são obrigados a submeter as viaturas à manutenção com custos avultados.

Nos últimos tempos, as quatros agências de revenda de gás que existem em Ndalatando têm se revelado insuficientes para o abastecimento da circunscrição, que conta com uma população estimada em mais de 500 mil habitantes.

in Angop

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