
Os empreiteiros – contratados no tempo de Gonçalves Muandumba – que não cumprirem com os prazos contratuais das obras na província do Moxico vão ser processados civil e criminalmente, garantiu, na sexta-feira última, o actual governador da província do Moxico.
Ernesto Muangala disse, no final de uma visita para averiguar algumas obras de construção no município do Luacano, que o Governo do Moxico “não vai tolerar os empreiteiros que não honram os compromissos assumidos”.
O governador mostrou apreensão por algumas obras, adjudicadas há mais de um ano, com pagamento adiantado, mas actualmente paralisadas, como as de terraplanagem do troço Luacano-Lago Dilolo, num percurso de 62 quilómetros, devido à alegada falta de equipamentos.
Além deste troço, destacou, o Governo do Moxico está insatisfeito com a interrupção das obras de construção de duas escolas, de sete salas de aula, no município do Luacano, há mais de dez meses.
O município, esclareceu, tem inscritos um total de dez projectos, inseridos no Plano Integrado de Intervenção dos Municípios (PIIM), mas deste número apenas duas obras estão totalmente concluídas.
No terreno, o governador interrogou os fiscais sobre o atraso na execução das obras e estes alegaram o mau estado da via, como um dos pretextos.
“O Luacano é um dos municípios, que está na encosta do Caminho-de-Ferro de Benguela. A justificação das péssimas condições das vias, como motivo para inviabilização do transporte do material para o local, não me convence”, afirmou.
O governante reconheceu que, apesar dos atrasos verificados em algumas obras, a localidade recebeu, nos últimos anos, várias infra-estruturas sociais. “É preciso construir, no município, um novo hospital, assim como aumentar o número de médicos, salas de aula e o fornecimento da energia e água”.