Governo anuncia privatização de 15% do BFA através de Oferta Pública Inicial
Governo anuncia privatização de 15% do BFA através de Oferta Pública Inicial
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O Governo angolano oficializou na última sexta-feira, 23 de Agosto, a privatização de 15% da sua participação no Banco Fomento Angola (BFA), com a alienação a ser realizada através de uma Oferta Pública Inicial (IPO) na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA).

Esta decisão insere-se no Programa de Privatizações (ProPriv 2023-2026) e foi formalizada por meio de um Despacho Presidencial n.º 194/24, de 23 de Agosto, em posse do Imparcial Press.

Destarte, o Governo poderá encaixar mais de 100 milhões de euros com a venda das suas acções. O valor do potencial encaixe corresponde à avaliação que a instituição portuguesa atribuía ao BFA no final do ano passado, valorizando a sua posição de 48,1% em cerca de 340 milhões de euros – com uma avaliação implícita de mais de 700 milhões para 100% do capital do banco angolano.

De acordo com o referido despacho, assinado pelo Presidente da República, João Lourenço, a privatização parcial do BFA será conduzida em conformidade com a Lei de Bases das Privatizações.

A responsabilidade pela execução do processo foi delegada à ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, que terá a tarefa de supervisionar a operação de venda das acções na bolsa angolana.

Actualmente, o Estado angolano detém, de forma indireta, 51,9% do capital do BFA, controlado através da operadora de telecomunicações UNITEL. Os restantes 48,1% pertencem ao grupo português BPI, que já havia manifestado anteriormente a intenção de reduzir a sua participação no banco.

Esta privatização integra a estratégia do Governo de reduzir a sua intervenção no sector empresarial, promovendo a captação de investimento privado e a eficiência das empresas em que o Estado ainda possui participações relevantes.

A operação na BODIVA representa uma oportunidade significativa para investidores, tanto nacionais como internacionais, adquirirem uma fatia de um dos principais bancos angolanos, impulsionando, assim, o mercado financeiro do país.

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