
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve um cidadão chinês de 54 anos, suspeito de envolvimento em tráfico internacional de pessoas, lenocínio e associação criminosa.
A operação, realizada em Luanda, resultou também no resgate de oito vietnamitas que estavam a ser forçadas à prostituição e a trabalho forçado.
Manuel Halaiwa, porta-voz do SIC, confirmou na terça-feira que a detenção do suspeito ocorreu após uma acção no distrito urbano do Zango, município de Viana.
Durante a operação, despoletada pelas direcções de Combate aos Crimes contra as Pessoas e de Combate ao Crime Organizado, foram resgatadas oito mulheres vietnamitas que, segundo o superintendente-chefe Manuel Halaiwa, haviam entrado em Angola com vistos de fronteira e turismo, após terem sido recrutadas pelo filho de uma vietnamita no seu país de origem.
O recrutador atraía as vítimas com promessas falsas de emprego em casas de massagem e salões de beleza, mas, ao chegarem a Angola, eram forçadas a prostituição e a trabalho escravo.
Além do cidadão chinês, o SIC apresentou também uma cidadã angolana de 28 anos, identificada por Débora, também conhecida por “Vania”, que foi detida em flagrante por crime de lenocínio.
A cafetina angolana, descrita como uma milionária, arrendou uma residência na zona da GAMEK e transformou-a num “clube de promoção à prostituição”.
Na acção do SIC, foram encontradas cinco mulheres, com idades entre 21 e 27 anos, provenientes das províncias do Uíge, Cuanza-Sul, Malanje e Luanda.
Estas mulheres foram recrutadas através das redes sociais e, pelos serviços prestados, pagavam diariamente 15 mil kwanzas à proprietária do clube.
Halaiwa alertou os pais para que estejam atentos às atividades dos filhos nas redes sociais e monitorem as suas interações para evitar que se tornem vítimas de exploração.
Os detidos serão agora encaminhados ao Ministério Público e ao juiz de garantias para a aplicação das medidas de coação apropriadas, enquanto as investigações continuam para desmantelar completamente a rede criminosa.