
Recentemente, devido a normas específicas, foram passados à reforma alguns oficiais-generais, incluindo o general Henrique Futi.
Este caso em particular merece um comentário, por mais breve que seja, considerando os fatores relevantes que importa destacar:
i) Em primeiro lugar, pelos méritos adquiridos e pelo trabalho realizado em prol da nação;
ii) Pelo histórico que lhe é inerente, especialmente no que toca à sensibilidade política, humana e social, evidenciada durante a sua passagem como Vice-Governador com responsabilidades políticas e militares na época.
Neste papel, o general Henrique Futi demonstrou um compromisso exemplar como servidor da pátria, colaborando intensamente no processo de reconciliação e pacificação da província de Cabinda, integrando equipas de trabalho do lado do Governo na reintegração de irmãos anteriormente desavindos.
O trabalho desempenhado por este militar, formado na área castrense, elevou-o a um estatuto de perspicácia e boa vontade, quase como um diplomata.
Aliás, lidar com questões desta natureza exigia que mantivesse contacto com delegações da República Democrática do Congo, Gabão e outros países do continente.
O General Henrique Futi é amplamente respeitado e reconhecido tanto por políticos quanto por militares. É, portanto, surpreendente que, apesar da sua energia e compromisso, não lhe tenha sido atribuída ou confiada uma missão adicional.
O país teria a ganhar com isso, sem dúvida, considerando todos os fatores acima mencionados.
Em abono da verdade, importa sublinhar que este texto não se trata de um expediente ou despacho jornalístico encomendado ou insinuado, mas sim de um merecido reconhecimento pela sua dedicação e serviço.
*Jornalista e jurista