
Mais de 400 estudantes bolseiros internos do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudos (INAGBE) que frequentam o Instituto Superior Politécnico de Kangonjo, em Luanda, enfrentam o risco de perder as suas bolsas de estudo devido a problemas de gestão por parte da direção da instituição, soube o Imparcial Press.
Apesar de o INAGBE ter efectuado o pagamento das propinas, os nomes dos estudantes continuam a constar da lista de devedores, impossibilitando a confirmação das matrículas.
A confirmação das matrículas é essencial para que os estudantes obtenham a Declaração de Frequência, necessária para a renovação das bolsas de estudo. No entanto, a direção do Kangonjo mantém os bolseiros em contencioso, o que bloqueia não só o acesso às suas notas, mas também a renovação das bolsas.
O Imparcial Press soube que o Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) reuniu-se com a direção do instituto, que garantiu que os estudantes seriam retirados do contencioso e que, a partir de 1 de setembro, poderiam confirmar as suas matrículas, com prioridade na emissão das Declarações de Frequência.
Porém, 11 dias após o prazo estabelecido, a situação permanece sem solução e sem qualquer explicação clara da direção.
O MEA, segundo o secretariado provincial de Luanda, Jones Sebastião, tem feito todos os esforços possíveis para resolver a questão, mas não tem obtido uma resposta satisfatória da direção do Kangonjo.
Perante a falta de progresso e o esgotamento das vias de diálogo, os estudantes ameaçam realizar uma manifestação em frente à instituição, com o objectivo de chamar a atenção das autoridades e da opinião pública para a gravidade da situação.
“A manifestação surge como a última medida após todas as tentativas de diálogo terem falhado. O MEA reafirma o seu apoio aos estudantes e compromete-se a acompanhar a luta pela regularização das bolsas de estudo”, disse Jones Sebastião ao Imparcial Press.
O secretariado provincial do MEA em Luanda acusa a associação de estudantes do Kangonjo de mostrar-se ineficaz na resolução do problema, o que tem agravado o descontentamento entre os bolseiros.
“A manifestação visa sensibilizar as autoridades competentes para que intervenham e garantam que os direitos dos estudantes sejam respeitados, evitando que problemas administrativos comprometam o futuro académico de centenas de jovens”, rematou o responsável.