
Um grupo de ex-militares licenciados do serviço militar activo e seleccionados para integrar a Polícia Nacional, ao abrigo do despacho n.º 0025/CEMGFAA/04/2024, de 18 de abril, manifesta o seu descontentamento com o processo de incorporação, soube o Imparcial Press.
Apesar de terem sido admitidos na Polícia Nacional desde Abril último, os ex-militares afirmam que até ao momento não foram encaminhados para os centros de instrução policial, enquanto civis, supostamente mediante pagamento, têm sido priorizados e já se encontram alojados nos centros de formação nas províncias do Huambo e Malanje.
De acordo com os mesmos, os civis alegam pertencer ao “Quadro 2” da Polícia Nacional, o que estaria a justificar a sua incorporação antes dos ex-militares.
Esta situação tem gerado frustração entre os ex-militares, que se queixam da falta de comunicação por parte das autoridades e da ausência de um esclarecimento sobre o andamento do seu processo.
“Estamos extremamente descontentes com esta situação. Enquanto os civis já estão alojados nos centros de Huambo e Malanje, nós, ex-militares, estamos a ser deixados de lado, sem qualquer esclarecimento sobre o nosso processo”, afirmou ao Imparcial Press um dos ex-militares admitidos.
Os ex-militares revelam que foram divididos em grupos de 200 elementos para a realização dos testes de admissão, mas não têm uma noção clara do número total de admitidos, estimando que mais de 500 candidatos tenham sido reprovados no processo.
“Desde que terminámos os testes, ninguém nos diz nada. Mandaram-nos ir para casa e esperar por um contacto que nunca chegou, enquanto os civis estão a ser enviados para os centros de formação”, acrescentou o mesmo ex-militar a este jornal.
Em busca de esclarecimentos, o grupo anunciou que no dia 18 deste mês irá ao Centro de Selecção de Pessoal da Polícia Militar para exigir respostas sobre o andamento do processo.