
João Didi Manuel, de 57 anos, perdeu a vida na madrugada de terça-feira, 13 de Julho, durante um violento assalto à sua residência, localizada no bairro Sapú 1, no município de Kilamba Kiaxi, em Luanda.
O crime foi perpetrado por três assaltantes armados, que invadiram a casa enquanto a família dormia. De acordo com relatos dos familiares à Imparcial Press, a vítima foi surpreendida pelos criminosos, que estavam em posse de duas armas de fogo, do tipo AKM 47, e usaram a força para intimidar os ocupantes da residência.
João Didi Manuel e outros quatro membros da família, incluindo a esposa e os filhos, foram brutalmente espancados enquanto os assaltantes exigiam dinheiro e objetos de valor.
Sob ameaça, a família entregou cerca de 200 mil kwanzas, telefones, perucas e bijuterias. Insatisfeitos, os criminosos violaram sexualmente a filha da vítima, Judite, de 20 anos, na presença dos demais.
Em desespero, João Manuel tentou desarmar um dos agressores, mas foi alvejado fatalmente por outro membro do grupo. “O meu pai, ao ver o que estava a acontecer, tentou lutar com um dos bandidos para o desarmar, mas o outro disparou contra ele”, relatou um dos filhos, em lágrimas.
O barulho dos disparos atraiu a atenção dos vizinhos, que acorreram ao local. Dois dos assaltantes foram capturados pela população e acabaram linchados. O terceiro conseguiu fugir, mas foi apanhado posteriormente e, embora tenha sido espancado, foi salvo pela intervenção da polícia, que o deteve.
Dias após o enterro de João Didi Manuel, a esposa, Mafuta Joana, faleceu devido a uma crise cardiovascular. “Ela não resistiu à perda do marido, que era o único provedor da casa, e morreu enquanto dormia”, lamentou um dos órfãos a este jornal.
O porta-voz da Polícia Nacional de Luanda, Nestor Goubel, afirmou que as autoridades estão a trabalhar em estreita colaboração com a comunidade local para esclarecer o caso e trazer justiça à família enlutada.
Maria Antónia, coordenadora do bairro Sapú 1, revelou que dois dos assaltantes eram oriundos do município do Cazenga, tendo se coordenado com um cúmplice residente na área, que facilitou o assalto ao fornecer informações sobre a casa.