
Os trabalhadores da empresa de segurança “Omega Risk Solutions (Angola) Lda” denunciaram ao Imparcial Press sobre as más condições de trabalho e incumprimentos laborais por parte da multinacional, que opera em vários países africanos.
A empresa, com sede no Condomínio Village, em Talatona, Luanda, é acusada de não garantir uma remuneração justa nem condições dignas aos seus colaboradores, apesar de ser uma das maiores empresas do sector no país.
De acordo com os trabalhadores, a Omega Risk Solutions paga apenas um salário base de 44 mil kwanzas, não oferece subsídio de transporte e disponibiliza um subsídio de alimentação insuficiente, no valor de 22 mil kwanzas.
Os “operativos” apontam o excesso de carga horária e as precárias condições laborais como motivos de forte insatisfação. “Os trabalhadores estão bastante descontentes”, afirmam ao Imparcial Press fontes internas, que apelam à intervenção urgente da Inspeção-Geral do Trabalho.
A empresa, que emprega mais de milhares de trabalhadores, é uma joint-venture entre investidores sul-africanos e angolanos, com Licínio Dias dos Santos e Erick Rademeyer à frente da gestão.
Apesar dos contratos milionários que mantém, nomeadamente com a empresa diamantífera Catoca e a Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola, os trabalhadores relatam que a Omega é “a empresa de segurança que paga pior em Angola”.
A Omega Risk Solutions tem presença em vários países africanos, incluindo Gana, Moçambique, África do Sul, Namíbia, Zâmbia e Nigéria, onde o sector da segurança privada é amplamente regulado.