
O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, exonerou, na sexta-feira, o comissário Fernando Manuel Bambi Receado do cargo de director-geral adjunto do Serviço de Investigação Criminal (SIC), numa decisão que causou surpresa, por ter ocorrido apenas um dia após a sua visita de trabalho à província do Bengo.
Segundo fontes do Imparcial Press, a decisão terá surpreendido o agora ex-director adjunto, que mantinha uma agenda profissional intensa e vinha ocupando um papel central na coordenação de projectos de melhoria do sistema criminalístico.
Na quinta-feira, Receado esteve no Laboratório de Criminalística do SIC-Bengo, na cidade de Caxito, município do Dande, onde participou numa visita de avaliação destinada a identificar capacidades do laboratório para o apoio directo à Direcção Geral em Luanda e noutras províncias.
Na recepção à comitiva de Receado, o subcomissário e director provincial do SIC-Bengo, Alberto Coelho, sublinhou a importância da visita como um reconhecimento do potencial técnico do laboratório da província.
Durante a inspecção, Receado percorreu as diversas secções do laboratório, tendo deixado recomendações detalhadas para aprimorar o funcionamento das unidades e aumentar a eficiência dos serviços.
O superintendente-chefe de Investigação Criminal, Mateus da Costa Chingui, destacou que a visita de Receado teve como objectivo avaliar as valências do Laboratório de Criminalística e Balística do Bengo para identificar oportunidades de colaboração que possam auxiliar o SIC de Luanda.
A comitiva que acompanhou Receado incluiu oficiais superiores, subalternos e membros do Conselho Consultivo do SIC-Bengo, que estiveram presentes na inspecção técnica e nas orientações deixadas para o futuro do laboratório.
Com a exoneração, ficam em aberto questões sobre o rumo dos projectos que Receado liderava e a continuidade da estratégia de reforço da capacidade técnica e investigativa do SIC a nível nacional.