Detido subinspector do SME por extorquir 140 mil kwanzas para entrega de passaporte no Cassequel
Detido subinspector do SME por extorquir 140 mil kwanzas para entrega de passaporte no Cassequel
passaporte1_115528486760d878d446870

O subinspector dos Serviços de Emigração e Estrangeiro (SME), Ramos Augusto Manuel da Costa, de 34 anos de idade, foi detido na terça-feira, 18, no posto de serviço do SME no bairro Cassequel, Distrito Urbano da Maianga, em flagrante delito, quando recepcionava 140 mil kwanzas de uma cidadã, como condição para lhe entregar o passaporte

Uma equipa da Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) acompanhada por efectivos dos Serviços de Investigação Criminal (SIC) e Inspectores do Comando Geral da Polícia Nacional, depois de uma denúncia ao Call Center da IGAE, deslocou-se ao posto do SME no Cassequel e flagraram Pedro Augusto, de 40 anos, empregado de limpeza a, recepcionar o valor de 140 mil kwanzas.

Indagado Pedro Augusto, o mesmo disse que obedecia apenas orientações do chefe Ramos Augusto Manuel da Costa, subinspector do SME.

Recentemente, a IGAE realizou uma visita de trabalho aquela unidade. Os inspectores registaram irregularidades susceptíveis de responsabilização, tendo alertado para adoptarem melhores práticas e absterem-se de actos que mancham o bom nome da Instituição.

A denunciante, uma cidadã de 38 anos de idade, dando conta da exigência que lhe estava a ser imposta pelo subinspector Ramos da Costa do SME, pelo facto de ter em posse o passaporte de sua filha, teria que desembolsar o valor referido como condição para receber o documento.

Diante dos factos, o mesmo foi detido, apreendido o valor em causa e, nos devidos termos, entregue aos técnicos do SIC para a prossecução da acção processual penal subsequente e ser responsabilizado em julgamento sumário.

A IGAE lembra aos funcionários públicos e agentes administrativos que não terá contemplações com actos que denigrem a imagem do Estado e, aos cidadãos que se virem molestados com exigências descomunais, devem denúnciá-las ao número 119, (Call Center) cuja chamada é grátis.

in NMC

Cerca de 70 cirurgias a amigdalites realizadas no Hospital Josina Machel

Cerca de 70 a 80 crianças são operadas, mensalmente, às amígdalas (Amigdalectomia), no Hospital Josina Machel, em Luanda, por conta das amigdalites de repetição, causadas por vírus, fungos ou bactérias, revelou, terça-feira (18), Vânia Mayato, especialista em Otorrinolaringologia.

Em entrevista exclusiva ao Jornal de Angola, a médica avançou que, em média, o Hospital Josina Machel diagnostica, por ano, entre 250 a 300 casos de amigdalites de repetição em crianças.

A otorrinolaringologista explicou que muitas dessas crianças vão dar à cirurgia a fim de se lhes retirar as amígdalas, pelo facto de, várias vezes, criarem abcessos periamedalino (pus nas amígdalas), o que origina o nascimento de muitas bactérias infecciosas.

Vânia Mayato salientou que as bactérias infecciosas podem causar nas crianças outras doenças como a otite média (inflamação do ouvido médio), sinusite (inflamação da mucosa nasal e seios perionasais), isto, nos casos mais leves.

Já nos casos mais graves, prosseguiu a médica, as amigdalites de repetição podem afectar o bom funcionamento do coração, causando febres reumáticas e endocardite infecciosa, afectando os rins, e o paciente desenvolve uma glomeronefrite aguda, e evolui para uma insuficiência renal.

“Por isso, costumamos a ver muitas pessoas a fazerem hemodiálises ou a serem operadas ao coração, fruto das amigdalites de repetição, e, como não foram extraídas, originam todos estes problemas que, algumas vezes, causam a morte do pacientes”, explicou a médica.

Nos adultos, segundo Vânia Mayato, o Hospital Josina Machel diagnostica de 40 a 50 casos de amigdalites por ano, quer sejam virais e fúngicas, quer bacterianas. “Mas, muitos destes dificilmente são operados, porque, segundo a literatura, os maiores de 35 anos têm contra-indicação à cirurgia das amígdalas, a menos que a situação seja gravíssima”.

Quanto aos casos gravíssimos, a médica avançou que esses dão-se quando existe uma hipotrofia das amígdalas no grau quatro, ao ponto de provocar transtornos na deglutição, dificuldades respiratórias, apneia do sono ou causar frequentes abcessos periamedalino (Pus nas amígdalas). Por isso, abrem-se uma série de critérios cirúrgicos, para a cirurgia, mesmo que o paciente tenha mais de 35 anos.

Doença pode ser crónica

A especialista em Otorrinolaringologia definiu a amigdalite como uma inflamação das amígdalas, estruturas presentes no fundo da garganta, que têm a função de defender o organismo contra infecções de bactérias, vírus e fungos.

Vânia Mayato alertou que a amigdalite pode ser leve, moderada e crónica. Esta última condição faz da doença ter um longo período de progressão, podendo ter ou não cura.

A médica explicou que, apesar da doença acometer pessoas de várias idades, é mais frequente em crianças, pelo facto de estas terem o sistema imunológico um pouco mais fragilizado.

De acordo com Vânia Mayato, ao se tornarem doentes, as amigdalites perdem a sua função de proteger o organismo, daí a necessidade de serem retiradas, para evitar outras complicações à saúde.

Com a extracção das amígdalas, realçou a especialista, a pessoa tende a ficar muito mais vulnerável. Por isso, deve evitar comidas com muito óleo, jindugo, ananás, limão, laranja ou outros frutos ácidos, para não irritar a faringe e evitar, assim, uma faringite, que é uma patologia bastante comum em pessoas sem as amígdalas.

Principais causas da enfermidade

Vânia Mayato esclareceu que as amigdalites podem ser causadas por bactérias e vírus, resultando na amigdalites bacteriana e viral, respectivamente.

A médica frisou que a amigdalite pode acontecer pelos dois motivos combinados, sendo causada, simultaneamente, por um vírus e por uma bactéria que ataca o organismo do paciente ao mesmo tempo.

Em alguns casos, referiu a especialista em Otorrinolaringologia, as infecções fúngicas específicas também podem desencadear numa amigdalite, sendo que costumam a ser muito mais raras do que as amigdalites provocadas por vírus e bactérias.

De acordo com a médica, existem alguns cenários que fazem com que o paciente tenha mais chances de desenvolver a amigdalite. É o caso de mudanças bruscas na temperatura, que podem afectar o organismo como um todo.

“As quedas na imunidade, exposição excessiva ao ar condicionado (especialmente aqueles que não passam por limpeza periódica) e o tabagismo ou exposição secundária à fumaça do cigarro também podem fazer com que o paciente desenvolva uma amigdalite”, concluiu Vânia Mayato.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido