
O Governo angolano foi oficialmente notificado do repatriamento de apenas quatro cidadãos nacionais que residiam ilegalmente nos Estados Unidos da América (EUA), informou o secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes.
Segundo declarações prestadas à Rádio Nacional de Angola (RNA), o governante esclareceu que os processos de deportação obedecem a critérios rigorosos, sendo que, sempre que ocorre um caso, a embaixada do país visado é notificada para garantir que as autoridades competentes acompanhem o processo.
“Normalmente, nesses processos, emitimos uma informação via embaixada para o Ministério e este, naturalmente, contacta os órgãos afins no país, no caso, o Serviço de Migração e Estrangeiros (SME)”, explicou Domingos Vieira Lopes.
O secretário de Estado desmentiu ainda informações que circulam nas redes sociais, que apontam para um número significativamente superior de deportados, alegadamente 600 cidadãos angolanos repatriados recentemente dos EUA. Segundo o responsável, mesmo que esse número fosse real, seria necessário verificar a identidade dos deportados para confirmar se, de facto, são angolanos.
Domingos Vieira Lopes reforçou que nenhum avião pode chegar a Angola sem autorização prévia, respondendo assim a rumores sobre supostas deportações em massa de angolanos pelos Estados Unidos.
De salientar que o relatório anual dos Serviços de Imigração e Alfândegas (ICE, na sigla inglesa), os EUA deportaram um total de 119 cidadãos angolanos em 2024, representando um aumento de 49 deportações em relação ao ano anterior e três vezes mais do que em 2019.
O ICE é o organismo norte-americano responsável pela detenção e deportação de estrangeiros considerados em situação irregular ou que representem riscos à segurança pública.