Especialista defende revisão urgente da digitalização interna da AGT
Especialista defende revisão urgente da digitalização interna da AGT
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O Ministério das Finanças deve rever com urgência os processos de digitalização interna da Administração Geral Tributária (AGT) para mitigar riscos de fraude e falhas de segurança, defende o engenheiro de telecomunicações Eric Dario de Palma Martins.

Segundo o especialista, a falta de mecanismos de validação em tempo real permitiu que os técnicos da AGT tivessem autonomia excessiva para alterar valores de multas e impostos, o que resultou no recente escândalo de 7 biliões de kwanzas desviados dos cofres do Estado.

O caso revelou que, apesar de a AGT utilizar sistemas da Oracle, os mesmos ainda dependem da intervenção humana, tornando-se vulneráveis a manipulações indevidas.

O engenheiro Eric Martins, membro da Ordem dos Engenheiros de Angola e especialista em redes Cisco (CCNP), alerta que os gabinetes de tecnologia do Ministério das Finanças falharam em implementar mecanismos eficazes de monitorização e alerta precoce de anomalias.

Para reforçar a segurança digital da AGT, o especialista propõe uma abordagem mais robusta, destacando os seguintes pontos:

  • Segurança aprimorada e prevenção de fraudes: A digitalização deve garantir maior transparência nas operações financeiras, reduzindo a intervenção humana em processos críticos.

  • Proteção avançada de dados: Sistemas digitais devem recorrer a criptografia, autenticação multifatorial e biometria para proteger informações sensíveis.

  • Deteção automática de fraudes: Algoritmos de inteligência artificial e aprendizagem automática podem identificar padrões irregulares e sinalizar possíveis fraudes em tempo real.

A recomendação surge num momento em que o sistema financeiro angolano enfrenta fortes desafios de credibilidade, com casos sucessivos de corrupção e desvio de fundos.

O especialista defende que não basta utilizar ferramentas digitais avançadas, é necessário implementar uma supervisão automatizada e independente, capaz de minimizar a interferência humana e garantir total transparência nos processos financeiros do Estado.

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