
A União Europeia (UE) disponibilizou 200 mil euros em financiamento de ajuda humanitária para apoiar Angola na resposta ao surto de cólera, que representa um risco significativo para mais de 380 mil pessoas, soube o Imparcial Press.
O apoio será canalizado através da Cruz Vermelha Angolana e destina-se a reforçar a distribuição de água potável, cuidados de saúde, saneamento e higiene, bem como a promover campanhas de sensibilização para combater a desinformação sobre a doença.
De acordo com informações oficiais, o surto de cólera já atingiu oito províncias desde janeiro de 2025, com um total de 1.710 casos confirmados e 59 óbitos.
O projecto financiado pela UE terá uma duração de quatro meses, até maio de 2025, e pretende abranger as áreas mais afetadas, nomeadamente as províncias do Bengo, Cuanza Norte, Huambo, Huíla, Ícolo e Bengo, Luanda, Malanje e Zaire.
Actualmente, Luanda é a província mais afetada, com todos os municípios classificados como de alto risco, devido à alta mobilidade da população e à circulação de mercadorias.
O município de Cacuaco foi identificado como o epicentro do surto, sendo que a sobrelotação urbana e as más condições de saneamento têm agravado a situação.
O financiamento da União Europeia faz parte da sua contribuição para o Fundo de Emergência de Resposta a Catástrofes (DREF) da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).
O apoio surge num momento crítico, em que as condições climáticas adversas, como a estação chuvosa em curso, aumentam o risco de propagação da doença.
A União Europeia, juntamente com os seus Estados-Membros, é o maior doador mundial de ajuda humanitária, apoiando anualmente milhões de vítimas de crises e desastres naturais.
O financiamento agora anunciado faz parte de um acordo de contribuição humanitária no valor de 14,5 milhões de euros, assinado entre a Comissão Europeia e a FICV para apoiar o Fundo de Emergência da Federação para Resposta a Catástrofes.
Diante do agravamento da crise sanitária em Angola, a UE reforça o apelo para uma acção coordenada e imediata, a fim de controlar a propagação da cólera, garantir assistência às populações afetadas e evitar que o surto se expanda para outras regiões do país.