
A crescente onda de assaltos à mão armada nos bairros Simione e Calemba 2, no recém-criado município da Camama, província de Luanda, tem gerado temor e indignação entre os moradores, que denunciam a insegurança constante e a falta de resposta efetiva das autoridades.
Conforme relatos recolhidos pelo Imparcial Press, a criminalidade não tem hora nem lugar e os assaltos ocorrem a qualquer momento do dia, inclusive em plena luz do dia. Os residentes exigem um reforço na presença policial e medidas concretas para conter a escalada da violência.
Catarina Silva e António Zacarias, moradores do bairro Simione há mais de 12 anos, relataram ter sido vítimas de um assalto à mão armada recentemente, por volta das 13h, um episódio que reforça o clima de medo e insegurança que se instalou na comunidade.
“Muito sinceramente, já ninguém anda ou dorme tranquilo neste bairro. A criminalidade tomou conta do espaço e os assaltantes agem sem receio, a qualquer hora”, desabafaram.
A mesma realidade é constatada no bairro Calemba 2, especialmente na área entre Kimbangu e Bakita Nkosy, onde os moradores Jacinta Adão e Beatriz Afonso relataram um cenário diário de assaltos e violência.
“Vivemos aqui há seis anos e, infelizmente, a situação piora a cada dia. Parece que ainda estamos em guerra. A polícia tem conhecimento do problema, mas nada faz para resolvê-lo”, lamentaram.
Sebastião Domingos, outro residente da área e estudante universitário, culpa a inação da polícia, que considera despreparada para lidar com a criminalidade crescente.
“Aqui, os criminosos comandam e determinam, independentemente da presença policial. Isso é inaceitável! Aqueles que deveriam garantir a nossa segurança nunca estão prontos para agir”, criticou.
A socióloga Marieth da Costa, em entrevista ao Imparcial Press, classificou a situação como grave e preocupante, apelando ao Ministério do Interior para reforçar as estratégias de segurança e patrulhamento nos bairros afectados.
“Nenhum cidadão escolhe nascer e viver numa sociedade em permanente conflito. O Estado tem a responsabilidade de proteger a segurança, a liberdade e a propriedade dos cidadãos. Não se pode permitir que a população viva em constante turbulência devido à criminalidade descontrolada”, afirmou.
O Imparcial Press tentou obter um posicionamento do porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional de Luanda, superintendente Nestor Goubel, mas, até ao fecho desta edição, não obteve qualquer resposta.
Por: Ngola Ntuady Kimbanda Nvita