Bolseiros do INAGBE exigem pagamento atrasado e ameaçam manifestação em Luanda
Bolseiros do INAGBE exigem pagamento atrasado e ameaçam manifestação em Luanda
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Estudantes bolseiros de universidades públicas e privadas em Angola estão a enfrentar dificuldades financeiras devido ao atraso de quatro meses no pagamento das bolsas pelo Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudos (INAGBE).

Face à falta de resposta concreta das autoridades, muitos ameaçam sair às ruas para protestar em Luanda.

Segundo o Novo Jornal, que cita fontes do INAGBE, a situação será resolvida nos próximos dias, uma promessa que os estudantes esperam ver cumprida para evitar a realização da manifestação.

De acordo com os bolseiros, o INAGBE tem falhado na comunicação, não esclarecendo os motivos dos atrasos, o que gera frustração e incerteza entre os estudantes que dependem do subsídio para cobrir despesas essenciais.

Alguns afirmam que ainda não receberam qualquer prestação relativa ao ano de 2024. “A situação está a criar grandes dificuldades, pois muitos de nós temos pagamentos urgentes para fazer, como hospedagem e alimentação, e estamos sem meios para isso, especialmente agora que se aproximam as férias”, disse um dos bolseiros afectados.

Os estudantes internos destacam que, segundo o regulamento do INAGBE, o pagamento das bolsas deve ocorrer a partir do dia 15 de cada mês, algo que não tem sido cumprido.

Uma das maiores preocupações dos bolseiros é a impossibilidade de pagar as propinas, situação que tem levado algumas universidades a impedir estudantes de assistir às aulas.

“Em algumas universidades, os estudantes estão a ser retirados das salas por falta de pagamento da propina. No caso da Universidade Kimpa Vita, no Uíge, os estudantes que vivem em regime de internato, e que vêm de outras províncias, estão a ser pressionados pela reitoria para regularizarem os pagamentos”, denunciou um estudante.

INAGBE garante resolução

Por outro lado, fontes do INAGBE reconhecem a existência de dificuldades, mas garantem que várias reclamações estão a ser resolvidas em articulação com o Ministério das Finanças.

Apesar dessas garantias, este não é um problema inédito. Em Fevereiro de 2024, os estudantes já tinham ficado cinco meses sem receber os subsídios, e na altura o INAGBE justificou os atrasos com a necessidade de renovação das bolsas.

Os bolseiros continuam a aguardar uma solução definitiva e, caso a situação não se resolva rapidamente, prometem levar as suas reivindicações para as ruas em protesto contra a falta de pagamento e a falta de respostas concretas por parte das autoridades.

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