
O ministro da Administração do Território, Dionísio da Fonseca, refutou esta sexta-feira, em Luanda, as alegações de que o Executivo pretende excluir Jonas Malheiro Savimbi (da UNITA) e Holden Roberto (da FNLA) da lista de personalidades a serem condecoradas com a Medalha Comemorativa do 50.º Aniversário da Independência Nacional.
Falando à margem de uma sessão na Assembleia Nacional, o governante esclareceu que a Constituição da República confere ao Presidente da República a prerrogativa exclusiva de atribuir condecorações e títulos honoríficos a qualquer entidade nacional ou estrangeira.
“Não é verdade que a lei prevê apenas homenagear Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos, isso é uma falácia”, afirmou Dionísio da Fonseca, acrescentando que tais informações não constam do texto legal nem do relatório de fundamentação da proposta em discussão.
O ministro explicou que, com a votação final global do documento no Plenário da Assembleia Nacional, prevista para a próxima semana, serão definidos os critérios para a atribuição das medalhas comemorativas alusivas aos 50 anos da Independência Nacional.
Dionísio da Fonseca sublinhou ainda que a matéria é de competência relativa da Assembleia Nacional e, após a sua aprovação, o Presidente da República poderá condecorar entidades públicas ou privadas que tenham contribuído para a Independência Nacional.
Critérios para a atribuição
O governante esclareceu que a Medalha Comemorativa da Independência Nacional não prevê qualquer valor monetário ou benefício adicional, limitando-se à entrega da medalha e de um diploma de reconhecimento.
A medalha será concedida em três classes distintas, todas cunhadas em ouro:
Com a implementação desta condecoração, o Executivo reforça o reconhecimento do papel desempenhado por diversas figuras na história de Angola, num contexto de unidade e valorização dos contributos para a soberania e progresso do país.