
O Tribunal da Comarca do Huambo dará início, a 10 de Março do corrente ano, ao julgamento de cidadãos angolanos acusados pelas autoridades de conspirarem para perpetrar atentados terroristas contra alvos estratégicos durante a visita do então Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a Angola, em Outubro de 2024.
Os arguidos João Gabriel Deussino “Joel”, de 34 anos, Domingos Gabriel Muecália “Mano Mingo”, de 46 anos, Crescenciano Capamba “Kelson”, de 42 anos, Arão Rufino Eduardo Kalala “Amistoso”, de 39 anos, Pedro João da Cunha, de 43 anos, Adelino Camulombo Bacia, de 38 anos, efetivo da Polícia Nacional, e Francisco António Ngunga Nguli “Man Fran”, de 31 anos, se encontram em prisão preventiva desde último trimestre do ano transacto.
Todos estão arrolados no processo-crime n.º 109/2025 e enfrentam acusações de organização terrorista, fabrico, aquisição ou posse de substâncias explosivas, tóxicas e asfixiantes, além de falsificação de documentos.
O juiz de direito do Tribunal da Comarca do Huambo, Evaristo Samala Kangoma, anunciou esta terça-feira, em conferência de imprensa, que a sessão inaugural do julgamento terá lugar às 9h00, na sala n.º 1 do edifício do Cível e Administrativo do tribunal, situado na rua Garcia da Horta, na cidade Baixa.
Garantindo um julgamento pautado pela imparcialidade e transparência, o magistrado sublinhou que o processo será conduzido em estrita observância dos princípios do Estado de Direito.
O Ministério Público classificou o caso como de “especial complexidade e sensibilidade”, devido à gravidade das acusações, à relevância dos alegados alvos visados, bem como à qualidade de alguns dos arguidos, incluindo funcionários públicos.
O impacto do caso na opinião pública e o nível de organização atribuído aos suspeitos são igualmente factores que tornam o julgamento particularmente relevante.