Governador do Cuanza Norte reconhece excesso de força policial contra deputados da UNITA
Governador do Cuanza Norte reconhece excesso de força policial contra deputados da UNITA
governador do Cuanza Norte

O governador da província do Cuanza Norte, João Diogo Gaspar, admitiu, na segunda-feira, 17, que houve excessos por parte das forças policiais durante a manifestação pacífica realizada no último domingo, 16 de fevereiro, na cidade de Ndalatando.

O protesto, organizado em solidariedade às vítimas de assassinatos em série de camponesas idosas, culminou na detenção e agressão de dois deputados da UNITA eleitos pelo círculo provincial do Cuanza Norte, Francisco Fernandes Falua e João Quipipa Dias, por parte da Polícia Nacional.

A manifestação tinha como objectivo exigir esclarecimentos das autoridades sobre os 17 homicídios registados na província, dos quais 12 já foram esclarecidos e cinco permanecem sob investigação.

Na segunda-feira última, 40 deputados do Grupo Parlamentar da UNITA deslocaram-se ao Cuanza Norte para avaliar a situação de insegurança e os recorrentes episódios de violência policial.

Durante a visita, reuniram-se com o governador provincial, o comandante da Polícia Nacional e representantes da Procuradoria-Geral da República, bem como com as famílias das vítimas.

A delegação da UNITA condenou o uso desproporcional da força contra manifestantes pacíficos e a detenção ilegal dos parlamentares.

Os deputados enfatizaram que a marcha foi previamente comunicada às autoridades e que os parlamentares eram facilmente identificáveis, tornando inaceitável qualquer alegação de desconhecimento por parte das forças de segurança.

A UNITA expressou profunda preocupação com o clima de insegurança e instabilidade na província, agravado pela inação das autoridades diante de problemas estruturais como o desemprego, corrupção, fome e pobreza extrema.

Os parlamentares agradeceram o acolhimento da população e reafirmaram o compromisso de defender os direitos e liberdades dos cidadãos, contribuindo para a consolidação do Estado Democrático de Direito em Angola.

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