Empresa Canjonde cobra dívida de 87 milhões de kwanzas ao Governo do Moxico
Empresa Canjonde cobra dívida de 87 milhões de kwanzas ao Governo do Moxico
canjonde

O Grupo Canjonde Comercial, Lda., empresa sediada no Huambo, exige do Governo Provincial do Moxico o pagamento de uma dívida de 87 milhões de kwanzas, referente ao fornecimento de material hospitalar para o Hospital da Centralidade do Luena e o Centro de Saúde do Bairro Social, durante a visita do Presidente da República em 2022.

Segundo uma nota de cobrança enviada pela empresa e assinada pelo seu presidente do Conselho de Administração, António Fonseca Canjonde, a falta de pagamento tem gerado sérias dificuldades financeiras para a companhia, prejudicando sua capacidade de operar e manter os postos de trabalho.

O Grupo Canjonde alega que, apesar de várias tentativas de resolução do impasse, incluindo reuniões com a secretária-geral do Governo Provincial do Moxico, identificada apenas por Cláudia, não houve sucesso na liquidação do valor devido.

“Somos uma empresa privada, mas a nossa solicitação de pagamento é legítima e urgente. Outras empresas recebem cabimentações regularmente, enquanto a nossa dívida continua pendente sem justificativa”, refere a nota da empresa.

Fontes alegam que o Ministério das Finanças já teria libertado os fundos há mais de um ano e meio, mas o governador do Moxico, Ernesto Muangala, não procedeu ao pagamento.

Gestão danosa

A gestão de Ernesto Muangala no Moxico tem sido alvo de críticas, especialmente após a visita da ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, que constatou o fracasso do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) na província.

Segundo a ministra, 90% das obras do PIIM no Moxico estão paralisadas, apesar dos recursos alocados, e há suspeitas de desvio de verbas destinadas à construção de infraestruturas sociais.

Fontes consultadas denunciam que este comportamento do governador não é novo, mencionando que, durante sua gestão na Lunda-Norte, Ernesto Muangala também teria adotado práticas semelhantes, prejudicando empresas que prestam serviços ao governo.

A empresa apela agora à intervenção das autoridades competentes para que a situação seja resolvida e os valores devidos sejam liquidados, garantindo o cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo provincial.

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