
A empresa polaca T4B Sp Z.o.o celebrou, na terça-feira, 25, em Luanda, um contrato de 112 milhões de dólares com o Governo angolano (através do Ministério do Interior) para a implementação de um sistema biométrico de controlo de fronteiras em todo o território nacional.
O projecto visa reforçar a segurança nos acessos aéreos, terrestres e fluviais, garantindo um maior rigor no monitoramento da circulação de cidadãos nacionais e estrangeiros.
A iniciativa enquadra-se no esforço de modernização da gestão migratória e reforço da segurança nacional, estando prevista a sua conclusão dentro de três anos.
Para além da T4B Sp Z.o.o, o contrato envolve também o Consórcio Dolinveste, Lda., uma empresa angolana responsável pela parte de construção das infraestruturas.
O presidente do Conselho de Administração da T4B, Robert Sczepankowisk, a entrada da empresa no mercado angolano representa um passo estratégico na sua expansão internacional.
“Agradecemos a confiança do Governo angolano na nossa empresa para a construção desta infra-estrutura essencial, que terá impacto directo na segurança e na arrecadação de receitas fiscais nas fronteiras”, afirmou.
O responsável polaco destacou ainda que este é apenas o início de uma relação bilateral mais estreita entre Angola e a Polónia. “Acreditamos que este projecto abrirá portas para novas colaborações entre os dois países em áreas de interesse comum”, sublinhou.
Funcionamento do sistema biométrico
O Projecto Biométrico de Fronteiras incluirá um centro de controlo, a ser construído nas imediações do KM 30, que supervisionará todo o sistema em funcionamento nas 21 províncias de Angola. O monitoramento será feito pelo Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), em parceria com o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP).
A tecnologia implementada pela T4B permitirá identificar cidadãos em tempo real, através da recolha e análise de dados biométricos, incluindo impressões digitais, reconhecimento facial, leitura da íris, voz e ADN.
Especialistas em segurança digital consideram a biometria um dos métodos mais seguros para identificação e controle fronteiriço, sendo amplamente utilizada em países desenvolvidos para combater a imigração ilegal e o tráfico de pessoas.
O Ministério do Interior reforçou que este investimento permitirá um melhor controlo do fluxo migratório, ajudando a combater crimes transfronteiriços e melhorando a eficiência dos serviços alfandegários.
O secretário de Estado para o Interior, Arnaldo Manuel Carlos, destacou que “a implementação deste projeto trará mais eficácia e segurança às fronteiras nacionais, contribuindo para a redução de atividades ilícitas e o fortalecimento das infraestruturas de proteção do território”.
Com a conclusão do projeto, Angola espera alavancar a sua capacidade de fiscalização migratória, garantindo fronteiras mais seguras e tecnologicamente avançadas, ao nível dos melhores padrões internacionais.