Uíge: Munícipe apela ao PR para incluir o Bungo no programa de electrificação nacional
Uíge: Munícipe apela ao PR para incluir o Bungo no programa de electrificação nacional
jeremias

Jeremias Miguel, natural da aldeia de Kiputo, município do Bungo, província do Uíge, dirigiu uma carta aberta ao Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, solicitando a inclusão do município nos planos de electrificação nacional, especialmente no contexto das celebrações dos 50 anos de Independência Nacional.

O autor destaca a proximidade do município do Bungo à sede provincial do Uíge (73 km) e ao município do Negage (47 km), questionando a falta de eletrificação, especialmente considerando que as linhas de transmissão de energia passam pelo Bungo a caminho de Maquela do Zombo.​

Ele enfatiza a necessidade de corrigir essa situação para que os habitantes locais possam participar plenamente das comemorações da independência e beneficiar do desenvolvimento proporcionado pela electrificação.

Na carta, Jeremias Miguel também critica a interpretação dada pelos líderes do MPLA à orientação de Agostinho Neto, afirmando que a prioridade tem sido a “acumulação primitiva de riqueza para um punhado de diligentes do MPLA”, em detrimento do bem-estar da população.​

O autor questiona como os habitantes do Bungo poderão celebrar as festividades do 50.º aniversário da independência sem eletricidade, indagando se serão fornecidos geradores, velas ou candeeiros para a ocasião.​

O governo provincial do Uíge tem priorizado a expansão da rede elétrica nos municípios que ainda não possuem esse serviço. Em declarações anteriores, o governador José Carvalho da Rocha mencionou que algumas áreas destinadas à instalação de subestações eléctricas já foram desminadas, incluindo o município do Bungo.

Além disso, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, anunciou que as obras de expansão da rede elétrica nos municípios em falta estão previstas para iniciar entre abril e maio deste ano.

Por fim, Jeremias Miguel apela ao tratamento igualitário dos cidadãos, conforme estabelecido no artigo 198.º da Constituição da República, que orienta a acção da Administração Pública a tratar todos os cidadãos de forma equitativa, independentemente da região onde residem.

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