
Recentemente, surgiram denúncias alarmantes que apontam para um alegado esquema de corrupção e assédio sexual envolvendo altos funcionários da Direcção de Administração e Finanças (DAF) do Serviço de Investigação Criminal (SIC) geral.
As acusações, conforme fontes do Imparcial Press, recaem principalmente sobre o comissário Armando Paulo, director do DAF há mais de uma década, e o superintendente-chefe Diamantino Gonçalves, seu braço direito.
Armando Paulo é acusado de perpetuar-se no cargo através de comportamentos questionáveis, incluindo supostas simulações de subserviência perante superiores hierárquicos para assegurar a sua continuidade na função.
O mesmo é apontado como detentor de uma residência em Carregado, nos arredores de Lisboa, onde a sua família reside há mais de dois anos, alegadamente sustentada com fundos desviados do DAF do SIC.
Há também suspeitas de que tenha falsificado certificados de habilitações literárias para obter a patente de comissário, sem possuir sequer o 10.º ano de escolaridade.
Adiccionalmente, é acusado de possuir empresas que prestam serviços ao SIC, beneficiando-se directamente de pagamentos avultados, o que configura potencialmente o crime de peculato.
Outrossim, Diamantino Gonçalves, descrito como fiel aliado de Armando Paulo desde os tempos da ex-DNIC, enfrenta acusações semelhantes. É alegadamente proprietário de uma casa em Carregado, adquirida com recursos financeiros de origem duvidosa.
Além disso, mantém supostamente uma relação extraconjugal com uma colega de trabalho, Josina Campos, conhecida por “Chandny”, que é casada com Delcio Assis Campos, também efectivo do SIC.

Josina e Delcio são apontados como proprietários de empresas que prestam serviços ao SIC, levantando suspeitas de conflitos de interesse e favorecimento ilícito.
As denúncias, em posse do Imparcial Press, indicam ainda um ambiente organizacional tóxico dentro do DAF do SIC, caracterizado por alegados casos de assédio sexual e favorecimentos indevidos.
Diante da gravidade das acusações, torna-se imperativo que as autoridades competentes realizem uma investigação minuciosa para apurar a veracidade dos fatos e, se confirmados, responsabilizar os envolvidos de acordo com a legislação vigente.