
O jornalismo angolano perdeu, esta segunda-feira, uma das suas vozes mais emblemáticas. Edgar da Costa Chagas Rangel, jornalista reformado da Rádio Nacional de Angola (RNA), faleceu em Luanda, aos 66 anos, vítima de doença.
Conhecido entre colegas e amigos como “Garito”, Edgar Rangel ingressou na RNA a 16 de Setembro de 1979, como redator-repórter estagiário no Departamento de Realização.
Em 1980, tornou-se efectivo e, dois anos depois, transitou para o Departamento de Informação, onde ocupou diversos cargos de responsabilidade, incluindo editor da redação de notícias, chefe de secção e chefe de turno da Redação Central.
Destacou-se ainda como repórter da Redação Política, tendo deixado a instituição em 31 de Maio de 2018, aquando da sua aposentação.
Em nota de pesar, o Conselho de Administração da RNA e os seus trabalhadores expressaram profundo lamento pelo desaparecimento físico de um profissional que marcou várias gerações e contribuiu significativamente para o desenvolvimento do radiojornalismo no país.
A jornalista Ana Maria Daio recorda Edgar Rangel como um profissional dedicado, apaixonado pela comunicação e detentor de um espírito generoso e inspirador: “Tenho a certeza absoluta de que a sua longa carreira na RNA contribuiu decisivamente para a história mediática do país.”
O jornalista João de Almeida partilhou a sua homenagem, recordando o colega como uma referência ética e profissional: “O Garito era daqueles profissionais que deixavam marca. Sabia ouvir, orientar e rir quando era preciso. A rádio angolana perde um dos seus grandes.”
Já Augusto Arismendes destacou o contributo de Edgar Rangel na cobertura do processo de paz em 1991 e também o seu talento fora da redacção, nomeadamente como futebolista da equipa desportiva da RNA.
Com o desaparecimento de Edgar Rangel, o jornalismo nacional perde uma das suas vozes mais respeitadas, cuja trajectória foi marcada pela competência, integridade e compromisso com a verdade.
À família enlutada, colegas e amigos, endereçam-se as mais sentidas condolências.