João Lourenço transfere hotéis de Carlos São Vicente para INFOTUR e IGAPE
João Lourenço transfere hotéis de Carlos São Vicente para INFOTUR e IGAPE
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O Presidente da República, João Lourenço, autorizou a transferência de 27 unidades hoteleiras, anteriormente pertencentes ao empresário Carlos São Vicente, para o Instituto de Fomento Turístico (INFOTUR) e para o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE).

Estas unidades, inicialmente concebidas como hotéis das redes IU, IKA e BINA, serão agora geridas por estas instituições públicas.

De acordo com o Despacho Presidencial n.º 99/25, de 31 de Março de 2025, 12 hotéis das redes IU, IKA e BINA foram transferidos para o INFOTUR, enquanto 15 unidades hoteleiras das mesmas redes passaram para o IGAPE.

O objectivo é estabelecer parcerias com entidades públicas ou privadas para concluir as obras, possibilitar a reconversão dos empreendimentos e promover a sua comercialização ou cessão.

Os imóveis transferidos incluem os hotéis IKA localizados em Caxito (Bengo), Luena (Moxico), Malanje, Mbanza Kongo (Zaire), Ndalatando (Cuanza-Norte), Ondjiva (Cunene), Soyo (Zaire) e Uíge, bem como as unidades hoteleiras IU no Lobito (Torres A, B e C), Malanje (Torre A) e Santa Clara (Torres A, B e C).

Adiccionalmente, o Despacho Presidencial n.º 98/25, de 31 de Março, autoriza a privatização, através de Concurso Limitado por Prévia Qualificação, de oito unidades hoteleiras da rede IU.

A ministra das Finanças recebeu competências para conduzir este processo, incluindo a definição das modalidades de privatização, constituição da comissão de negociação, aprovação das peças do procedimento e adjudicação das propostas.

Este despacho revoga o Despacho Presidencial n.º 19/24, de 11 de Janeiro, mas mantém os efeitos produzidos durante a sua vigência.

As unidades hoteleiras envolvidas neste processo incluem os hotéis IKA do Lubango e Talatona, bem como os hotéis IU de Cacuaco, Cuito, Huambo, Luena, MBanza Kongo, N’Dalatando, Sumbe (Torre A) e Viana (Torres A, B e C).

O processo de transferência e privatização dessas unidades hoteleiras visa salvaguardar os postos de trabalho existentes e redefinir a estratégia de exploração dos ativos, alinhando-os com a política do setor turístico.

Carlos São Vicente, ex-proprietário das referidas unidades hoteleiras, foi condenado em Março de 2022 a nove anos de prisão efetiva pelo Tribunal da Comarca de Luanda, além de ser obrigado a pagar uma indemnização de 500 milhões de dólares.

O ex-dono da seguradora AAA foi considerado culpado de crimes de peculato, branqueamento de capitais e fraude fiscal, relacionados com o desvio de 900 milhões de dólares da Sonangol.

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