
A Comissão de Implementação da Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos (CIVICOP), procedeu, quinta-feira, em Luanda, à entrega às famílias das ossadas do tenente-general Fernando Ngueve Canjungo, morto em combate a 25 de Abril de 2000, na província do Moxico.
O relatório forense, a certidão e o boletim de óbito do antigo tenente-general da extinta Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA) foram entregues à família pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.
O acto de homenagem contou, ainda, com o testemunho do chefe do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SINSE), Fernando Garcia Miala, que fez a deposição de uma coroa de flores na urna, que contém as ossadas do tenente-general da UNITA.
Em declarações aos jornalistas, o porta-voz da CIVICOP, Cornélio Caley, reafirmou o compromisso do Estado angolano em continuar a apoiar as famílias das vítimas dos conflitos políticos, ocorridos entre 1975 e 2002.
“Este projecto é muito mais sério do que muita gente pensa. Quando estamos no terreno, como hoje, percebemos o quanto a família sente a nossa presença, especialmente fora de Luanda. Isso mostra a real dimensão desta comissão”, destacou.
O porta-voz assegurou, ainda, que o processo de reconciliação não tem um prazo definido e poderá prolongar-se por gerações, dada a complexidade das situações e a necessidade de garantir que todas as famílias sejam alcançadas.
Durante o acto, a família de Fernando Canjungo expressou gratidão pelo gesto de reconhecimento e reconciliação, tendo endereçado, na ocasião, uma mensagem de agradecimento ao Presidente da República, João Lourenço, pela iniciativa que tem ajudado a consolar muitas famílias angolanas.