
Os funcionários dos Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes (CFM), na província do Namibe, denunciam um ambiente de medo e opressão sob a liderança do delegado Francisco Mário.
Acusações incluem abuso de poder, intimidação e gestão autoritária, criando um clima de terror no local de trabalho.
Fontes do Imparcial Press apontam que Francisco Mário trata a instituição como propriedade pessoal, semeando desconfiança e prepotência entre os trabalhadores.
Os mesmos relatam que colegas próximos ao delegado, embora o bajulem, expressam insatisfação nos bastidores, questionando sua permanência no cargo.
Diante dessas situações, trabalhadores e cidadãos apelam às autoridades competentes, incluindo o Ministério dos Transportes e a Procuradoria-Geral da República, para que investiguem as denúncias e tomem medidas adequadas.
Em Novembro de 2023, mais de 1.500 trabalhadores do CFM nas províncias do Namibe, Huíla e Cuando Cubango entraram em greve, exigindo melhores salários e condições de trabalho. A greve foi motivada pelo não cumprimento das exigências apresentadas ao conselho de administração da empresa.
Já em Março do ano em curso, realizou-se uma Assembleia Ordinária do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM-EP), com o objectivo de ouvir as preocupações dos trabalhadores e discutir melhorias para a empresa.
Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração do CFM, António Coelho da Cruz, realçou que estão em curso medidas para garantir melhores condições laborais.
“Quero resolver os problemas do CFM com vocês. Eu também vim da base e entendo as dificuldades de cada um, mas não será com greves ou ameaças que conseguiremos avançar”, afirmou.
A Comissão Sindical, representada pelo primeiro-secretário Helândio Firmino, apresentou preocupações relacionadas à qualidade da alimentação nos refeitórios e solicitou esclarecimentos sobre os benefícios da futura concessão.