
O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas, general de Aviação Altino dos Santos, exortou, quinta-feira, no Lobito (Benguela), para que haja mais rigor no recrutamento de militares para o exército.
O general fez este pronunciamento quando discursava na sessão de abertura da reunião da décima nona Reunião Metodológica dos órgãos de Preparação de Tropas e Ensino das FAA.
Segundo o general, é necessário apostar no rigor e na competência, aplicando medidas que melhor correspondam aos ditames do órgãos militares, cuja principal base de convivência deve ser a disciplina, a hierarquia e o comando único.
Para o chefe do Estado-Maior General das FAA, a transformação de um cidadão de civil para militar implica um processo formativo bastante “aliciante e exigente”, quer a nivel físico quer psicológico.
“Durante este delicado processo, a estes cidadãos devem ser incutidas a ideia de que a força de qualquer nação reside no seu povo e o poder de qualquer Estado reside na sua capacidade de se defender”, afirmou.
Alertou para que os centros de instrução, que são o eixo galvanizador dos exércitos bem sucedidos, continuem a ser a principal base de manutenção das Forças Armadas fortes e capazes de cumprir as missões, incluindo as mais complexas em defesa da Pátria.
“É na preparação combativa, devidamente estruturada, aliada a outros componentes tácticos, psicológicos e morais, que se prepara os melhores soldados e destemidos combatentes de pelotões, companhias, batalhões e brigadas”, considerou.
De acordo com o general, o processo de preparação combativa deve estar associado de forma integral a todos os factores condicionantes da acção do homem, numa situação concreta, como a assistência logística, medicamentosa, o armamento e a técnica, munições, a assistência moral e psicológica, tudo aquilo que leva o militar a resistir ao esforço de uma guerra de curta ou longa duração.
O oficial general admitiu, no entanto, que um número significativo, já identificado, de militares terá entrado ilegalmente para o Exército.
Altino dos Santos avisou que estes militares “conhecerão a mão pesada da lei, com o risco de serem compulsivamente afastados da instituição castrense, independentemente do seu posto ou cargo.
“A instrução e preparação combativa devem visar igualmente o combate enérgico de atitudes negativas ou enganosas, como as registadas nos anos anteriores nos processos de recrutamento e incorporação militar, com a cobrança de valores aos pacatos cidadãos que ingressaram nas FAA”, observou.