Subcomissário Domingos Manuel sob suspeita de nepotismo e corrupção em processos de nomeação
Subcomissário Domingos Manuel sob suspeita de nepotismo e corrupção em processos de nomeação
SPCB norte

O comandante provincial do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros do Cuanza Norte, subcomissário Domingos João Manuel, está no centro de uma denúncia grave por alegado nepotismo e corrupção. O caso envolve igualmente o chefe do Departamento de Recursos Humanos.

A informação, veiculada pelo portal Na Mira do Crime, aponta para a existência de um esquema de favorecimento na nomeação de efectivos, onde chefes de departamento são alegadamente enviados aos municípios com o objectivo de nomear familiares e amigos com o aval da direcção da corporação.

Segundo os denunciantes, a prática tem gerado revolta e frustração entre os efectivos, sobretudo pelo facto de agentes com longa carreira estarem a ser transferidos sem justificações, para dar lugar a indivíduos supostamente sem qualificação técnica adequada.

Há ainda denúncias de pagamento de subornos para garantir nomeações, com valores recolhidos em nome do comandante.

A situação mais crítica, de acordo com os relatos, envolve a promoção de indivíduos sem competência técnica mínima, inclusive pessoas que “não sabem operar um computador”, para cargos de chefia, em detrimento de profissionais com nove ou mais anos de experiência.

Em tom de apelo, os efectivos exigem intervenção urgente de uma equipa de inspecção, solicitando que esta converse directamente com os técnicos da base e não apenas com os chefes de secção, acusados de “ocultar a realidade e proteger interesses pessoais”.

A indignação é ainda maior com o sucessivo adiamento da assembleia dos efectivos, alegadamente por receio de protestos. “O efectivo está faminto. Todo pai sabe o que acontece quando não há comida em casa, o filho rouba”, alertaram os denunciantes, sublinhando o risco de desmotivação e perda de confiança na liderança.

Porta-voz do CPCB nega as acusações

Em reacção às denúncias, o porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, superintendente Wilson Baptista, esclareceu que, no âmbito do novo regulamento orgânico, as nomeações foram apenas sugeridas pelo comandante provincial, e os nomeados já exerciam anteriormente as mesmas funções.

Acrescentou que as decisões relativas aos níveis hierárquicos inferiores — nomeadamente chefias de secção — foram da responsabilidade dos chefes de departamento, baseando-se nas competências técnicas exigidas.

Sobre o alegado favorecimento familiar, Baptista sublinhou: “O facto de determinado indivíduo ser filho de um chefe não constitui impedimento legal ou administrativo para o exercício de funções de chefia, desde que o mesmo cumpra os requisitos técnicos e meritocráticos definidos”.

O porta-voz afirmou ainda que “as alegações não correspondem à verdade” e reiterou o compromisso da corporação com a legalidade e a integridade institucional.

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