
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, duas cidadãs brasileiras, de 33 e 43 anos, por suspeita de tráfico internacional de estupefacientes, na sequência de acções de prevenção e combate ao narcotráfico.
Segundo nota do SIC, as mulheres transportavam um total de 127 cápsulas de cocaína no interior do corpo, com elevado risco para a saúde e integridade física, recorrendo à técnica conhecida como “mula” — transporte intraorgânico de drogas.
A primeira detenção ocorreu no dia 23 de Junho. Trata-se de uma empresária de 33 anos, natural de Guarulhos (São Paulo), que chegou a Luanda a bordo de um voo da companhia TAAG.
Após fiscalização com recurso a raio-X, foram detectadas substâncias suspeitas no seu organismo. A passageira foi imediatamente hospitalizada, tendo expelido 63 cápsulas de cocaína (62 no estômago e uma no órgão genital), totalizando 997 gramas da substância, conforme confirmação laboratorial.
A segunda ocorrência teve lugar a 28 de Junho. A passageira, de 43 anos, também proveniente de São Paulo, começou a expelir cápsulas nos sanitários da aeronave durante o voo.
A equipa de limpeza recolheu inicialmente 27 cápsulas, tendo sido extraídas posteriormente mais 64, sob vigilância médica, totalizando 91 cápsulas.
Em declarações à imprensa, o porta-voz do SIC, superintendente Manuel Halaiwa, informou que, entre 2023 e 2025, foram detidas oito “mulas” de diferentes nacionalidades, incluindo brasileira, sul-africana, namibiana e angolana, no âmbito da intensificação do controlo fronteiriço e combate ao narcotráfico.
As duas cidadãs encontram-se sob custódia e responderão criminalmente nos termos da legislação angolana sobre tráfico de drogas.