
O partido PRA-JA Servir Angola manifestou, esta sexta-feira, “profunda preocupação” com o recente aumento do preço do gasóleo anunciado pelo Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP), que entrou em vigor à meia-noite do dia 4 de Julho, fixando o preço em 400 kwanzas por litro.
Num comunicado enviado à redacção do Imparcial Press, o PRA-JA denuncia a medida como “penalizadora” para os sectores mais vulneráveis da sociedade e acusa o Executivo de avançar com o reajuste sem diálogo prévio com os sectores afectados, como os transportes colectivos, a agricultura, a pesca e a indústria.
O partido afirma que “o aumento terá impactos negativos na vida de milhões de angolanos, que já enfrentam enormes dificuldades económicas e sociais”.
Segundo a nota do IRDP, o reajuste enquadra-se no processo de “ajustamento gradual dos preços dos combustíveis” em Angola, conforme estabelecido no Decreto Executivo Conjunto n.º 81/23, de 1 de Junho, e visa alinhar os preços internos com os praticados no mercado internacional.
O instituto esclareceu ainda que a alteração afecta apenas o gasóleo, mantendo-se inalterados os preços da gasolina, petróleo iluminante e gás de petróleo liquefeito.
No entanto, o PRA-JA considera que a actual política económica do Governo “continua a penalizar os cidadãos mais vulneráveis, os trabalhadores e os pequenos produtores, ao invés de cortar privilégios, combater a corrupção e promover uma real diversificação da economia”.
O partido liderado por Abel Chivukuvuku apela ao Governo para rever a medida e implementar “mecanismos compensatórios transparentes e eficazes” que evitem o agravamento do custo de vida das populações.
“O Estado deve estar verdadeiramente ao serviço dos cidadãos”, lê-se no comunicado, onde o PRA-JA reafirma o seu compromisso com a justiça social, a equidade económica e a defesa de uma governação responsável.
Este é o segundo aumento do gasóleo no espaço de quatro meses. Em Março, o litro tinha passado de 200 para 300 kwanzas.
O novo ajuste representa um aumento acumulado de 100% desde o início do ano, inserindo-se na estratégia do Executivo para reduzir gradualmente os subsídios aos combustíveis e garantir maior sustentabilidade das finanças públicas.