
Faleceu ontem, sábado, em Portugal, o jornalista angolano Carlos Calongo Adão, vítima de doença, confirmou hoje fonte próxima da família.
A sua morte representa uma perda sentida no seio da comunicação social angolana, onde deixou um legado marcado pelo profissionalismo, rigor e dedicação à formação de novos quadros.
Carlos Calongo Adão foi uma figura respeitada no jornalismo nacional, com uma carreira multifacetada que incluiu passagens por órgãos de imprensa, instituições académicas e plataformas de comentário televisivo.
Trabalhou no Departamento de Informação e Propaganda do Comité Central do MPLA, tendo desempenhado um papel relevante na produção e difusão de conteúdos estratégicos de comunicação política.
Na vertente académica, leccionou nas universidades Independente de Angola (UNIA) e Privada de Angola (UPRA) e foi também docente do Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR), onde, entre 2007 e 2009, ministrou a cadeira de Sociologia da Comunicação, influenciando directamente a formação de várias gerações de jornalistas.
Carlos Calongo destacou-se ainda como comentarista desportivo, tendo integrado o painel do programa VAR da TPA Notícias, ao lado de figuras como Honorato Silva e Hermenegildo Santos, bem como da TV Zimbo, onde era presença regular em debates de actualidade.
Até recentemente, era colaborador deste jornal [Imparcial Press], onde publicava semanalmente artigos de opinião que reflectiam a sua visão crítica e aprofundada sobre temas da sociedade angolana.
Numerosos colegas de profissão, alunos e admiradores expressaram pesar nas redes sociais e em declarações públicas, sublinhando o seu contributo inestimável para o jornalismo nacional e a ética profissional que o caracterizava.
As cerimónias fúnebres estão a ser organizadas pela família, que deverá divulgar nos próximos dias os detalhes relativos ao funeral.
Carlos Calongo Adão parte, mas deixa um legado de integridade, pensamento crítico e compromisso com a verdade, que continuará a inspirar o jornalismo angolano.