Homem procurado por assassinar a esposa com rebarbadora no Sequele
Homem procurado por assassinar a esposa com rebarbadora no Sequele
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Um crime de violência doméstica extrema chocou a comunidade do distrito da Baía, no município do Sequele, província do Icolo e Bengo, onde um homem é acusado de assassinar brutalmente a sua esposa no interior da residência do casal.

O alegado agressor, Paulo Bernardo Kikota, de 39 anos, encontra-se em parte incerta, depois de ser apontado como autor da morte da sua companheira, Maria Vida, de 38 anos, com recurso a uma rebarbadora, um objecto metálico cortante geralmente usado em trabalhos de serralharia.

Em declarações ao Imparcial Press, Domingas Bernardo Vida, filha mais velha do casal, descreveu um ambiente familiar marcado por violência e submissão.

Visivelmente abalada, a jovem revelou que o pai protagonizava comportamentos abusivos e humilhantes para com a mãe, incluindo actos de tortura física e psicológica.

“A minha mãe era muito submissa. Dava tudo de si para agradar o meu pai. Ele esperou que saíssemos, trancou todas as portas, esperou a minha mãe dormir, amarrou-a e… fez coisas terríveis com ela”, lamentou, com voz embargada.

Segundo a jovem, episódios anteriores de abuso, incluindo o uso de cana-de-açúcar nos órgãos genitais da vítima, deixaram sequelas físicas e emocionais profundas, mas nunca motivaram denúncia formal.

A avó da vítima, Antónia Nazaré, acusa a família do suposto homicida de se recusar a prestar qualquer apoio para os funerais e exige que o autor seja localizado e punido pelas autoridades.

“Queremos justiça. Ele é um assassino. Se não for preso, ainda pode voltar e fazer mal às próprias filhas”, alertou, entre lágrimas.

Maria Vida deixa oito filhos, incluindo gémeos de apenas um ano de idade, agora órfãos e sob o cuidado de familiares.

A tragédia reacende o debate em torno da violência de género em Angola, onde casos de feminicídio continuam a ser registados, muitas vezes sob o silêncio da comunidade ou sem resposta institucional eficaz.

Até ao momento, a Polícia Nacional ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O Imparcial Press continuará a acompanhar o desenvolvimento da investigação e o eventual pronunciamento das autoridades competentes.

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