Angola avalia impacto da redução de tarifas de exportação para os Estados Unidos
Angola avalia impacto da redução de tarifas de exportação para os Estados Unidos
angola e america

O Governo angolano analisou, na sexta-feira, em Luanda, os mecanismos e exigências para beneficiar da isenção parcial de tarifas aplicada pelo Governo dos Estados Unidos da América, no quadro da nova política comercial norte-americana.

A reunião multisectorial, orientada pelo secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas do Ministério das Relações Exteriores (MIREX), Domingos Vieira Lopes, teve como objetivo harmonizar posições institucionais e definir estratégias para aproveitar a redução das tarifas aduaneiras, que passam de 32% para 15%.

Segundo um comunicado do MIREX, o encontro visou também identificar medidas concretas para impulsionar as exportações nacionais, aumentar a competitividade dos bens e serviços produzidos no país e reforçar o acesso ao mercado norte-americano.

Durante os trabalhos, foram avaliadas as barreiras tarifárias ainda existentes, as oportunidades decorrentes da redução e o impacto esperado no fortalecimento das relações económicas bilaterais.

A iniciativa permitiu recolher contributos técnicos para a elaboração de um plano de ação conjunto, que incluirá ajustes regulamentares, promoção comercial e apoio direto aos exportadores nacionais.

A redução tarifária, segundo o Governo, representa uma oportunidade estratégica para diversificar a base produtiva e aumentar a presença de Angola no comércio internacional, especialmente no mercado dos Estados Unidos.

De realçar que Angola passou a beneficiar, desde 7 de Agosto, de uma redução significativa nas tarifas de exportação para os Estados Unidos da América, que descem de 32% para 15%, no quadro da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA) e da nova política comercial norte-americana.

A medida foi formalizada por ordem executiva da Casa Branca e coloca Angola num grupo restrito de países africanos com acesso preferencial ao mercado norte-americano.

O Governo angolano considera a decisão uma conquista diplomática relevante, fruto do diálogo entre as autoridades nacionais e a Administração norte-americana, visando diversificar a base produtiva e reforçar a competitividade dos produtos angolanos.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido