
Num contexto político marcado por tensões internas e críticas externas, o Presidente da República, João Lourenço tem demonstrado uma resiliência que merece ser reconhecida.
Independentemente das opiniões divergentes sobre as suas políticas, há um traço que se impõe com clareza: a sua capacidade de continuar a governar com firmeza, mesmo diante de ataques pessoais, caricaturas públicas e tentativas de descredibilização da sua figura.
A hostilidade que enfrenta não se limita ao debate político legítimo. Muitas vezes, ultrapassa os limites do respeito institucional, atingindo a sua imagem com ofensas que procuram minar não apenas o seu mandato, mas a dignidade do exercício da função presidencial.
Ainda assim, João Lourenço mantém-se no seu percurso, sem ceder à pressão nem recuar perante o desgaste simbólico que lhe é imposto.
Essa persistência revela um compromisso com o dever que transcende a conveniência pessoal. Governar sob crítica é parte da democracia; fazê-lo sob constante desvalorização exige coragem.
Ao continuar a exercer a sua função com determinação, João Lourenço afirma uma postura de responsabilidade que, para muitos, configura um acto de liderança genuína.
Não estou a bajular. Estou a reconhecer um traço de liderança que, num contexto de hostilidade, merece ser observado com respeito.
Num tempo em que a política é frequentemente marcada pela volatilidade e pela reação emocional, a capacidade de manter o foco, mesmo quando se é alvo de desrespeito, é um sinal de maturidade institucional.
E é nesse sentido que, para alguns cidadãos, João Lourenço se torna uma figura de referência: não por estar acima da crítica, mas por não se deixar paralisar por ela.
*Jornalista