
O bastonário da Ordem dos Arquitectos de Angola (OA), Vity Claude Nsalambi, anunciou na sexta-feira, 29 de Agosto, em Kinshasa, que a instituição pretende reforçar a aposta na diplomacia científica, como forma de promover cooperação e estreitar a relação com a diáspora científica angolana a nível internacional.
Segundo o responsável, a estratégia inclui também a integração de estudantes angolanos de arquitectura e urbanismo que se encontram a estudar na República Democrática do Congo.
“A qualidade e a excelência não se compadecem com o exercício ilegal da profissão”, sublinhou, reafirmando que o combate ao exercício irregular continuará a ser uma prioridade da OA.
A declaração foi feita no âmbito da participação do bastonário no 14.º Congresso da União dos Arquitectos de África (AUA) e Assembleia-Geral, que decorre de 27 a 30 de Agosto, na capital da República Democrática do Congo.
Paralelamente, Vity Nsalambi visitou a Embaixada de Angola em Kinshasa, onde se reuniu com membros da missão diplomática, incluindo o ministro conselheiro José Paím.
Com o lema “Consolidação, proximidade e contemporaneidade” para o triénio 2024-2027, a OA tem defendido o papel dos arquitectos na formulação de políticas públicas ligadas ao ordenamento do território, urbanismo e arquitectura.
À margem do congresso, os participantes defenderam que África deve libertar-se da dependência de modelos urbanísticos importados e apostar em soluções próprias, adaptadas às suas realidades, sem perder de vista a perspectiva global.
O encontro decorre sob o tema “Resiliência das Cidades Africanas face à exploração mineira e industrial, e face às catástrofes naturais”, reunindo cerca de 2.500 delegados de mais de 40 países.
A delegação angolana integra, além do bastonário da OA, o arquitecto Adélio Chiteculo, 1.º vogal da Comissão Eleitoral da Ordem, o presidente da União Africana das Profissões Liberais, Tambwe Mukaz, e o presidente da região sul do Comité de Estudantes da União dos Arquitectos de África, Diodoné Elohym da Costa.