
O avançado angolano Kaporal, melhor marcador da última edição do Girabola, quebrou o silêncio sobre o litígio que mantém com o Wiliete de Benguela, clube ao qual continua oficialmente vinculado.
Em entrevista à Rádio Benguela, concedida no dia 24 de setembro, o jogador classificou a cláusula de rescisão como “injusta e desproporcional” face ao salário que aufere.
“Oficialmente ainda sou jogador do Wiliete. Assinei por duas épocas, a passada e esta. Tenho propostas de outras equipas, inclusive do exterior, mas há dificuldades devido à questão da rescisão”, afirmou.
Kaporal refutou os números que têm circulado nas redes sociais sobre os seus rendimentos, esclarecendo que não correspondem à realidade.
“Vejo falar em 500 mil, 1 milhão e 500, até 2 milhões de kwanzas… mas o salário que recebo não condiz com o valor estipulado na cláusula. O Wiliete devia pedir uma rescisão justa, consoante ao que ganho”, frisou.
Apesar de reconhecer que assinou o contrato, o avançado criticou o valor fixado para a saída: “Se pegarmos, por exemplo, nos 500 milhões que se fala, teria que trabalhar 100 anos para atingir esse valor.”
Sobre o futuro, o internacional angolano garantiu que ainda não rubricou qualquer vínculo com outro clube, mas deixou clara a sua posição em relação ao Wiliete.
“Não posso mais ficar. Não é só pelo campeonato passado que fiz, mas também pela idade e pela oportunidade. O futebol não é eterno, não vamos jogar até aos 50 ou 60 anos”, destacou.
Por: Ngola Ntuady Kimbanda Nvita