
O assessor para os Assuntos Institucionais do general Higino Carneiro, Marcos Moreira, contestou a reportagem exibida pela Televisão Pública de Angola (TPA) no noticiário das 20 horas de 25 de setembro, considerando-a “inverídica” e com o propósito de manchar a imagem do político.
Segundo Moreira, o antigo governador de Luanda é alvo de uma “perseguição política”, que atingiu níveis “impiedosos e alarmantes” desde que anunciou publicamente a sua pré-candidatura à liderança do MPLA.
“É com profunda preocupação que afirmo à sociedade angolana o crescente cerco político contra o cidadão Higino Carneiro. As evidências de uma perseguição sistemática e sem precedentes estão a acumular-se rapidamente, dia após dia”, afirmou o assessor.
Entre as acusações, classificadas como “injuriosas e caluniosas”, Moreira apontou as alusões a supostos desvios de bens conhecidos como “brinquedos”, encontros com o presidente da UNITA e ligações ao grupo militar privado russo Wagner.
“Tudo isso não faz qualquer sentido. Estão a criar problemas inexistentes para tentar impedir a sua pré-candidatura”, refutou.
A assessoria de Higino Carneiro aproveitou ainda para destacar informações oficiais do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que confirmou a confissão de culpa do ex-oficial da CIA, Dale Britt Bendler.
O caso decorre no Tribunal Federal do Distrito Leste da Virgínia (processo 1:25-cr-00109), sob a jurisdição do juiz Rossie D. Alston Jr.
Bendler declarou-se culpado, a 23 de abril de 2025, por atuar como agente estrangeiro enquanto estava contratado pela CIA e por manuseio indevido de informações classificadas.
Embora enfrente até sete anos de prisão, o acordo de confissão prevê uma pena não superior a 24 meses, além da perda de 85 mil dólares.
No entanto, a assessoria sublinha que em nenhum momento os comunicados oficiais do Departamento de Justiça norte-americano mencionam políticos estrangeiros, frisando que notícias paralelas difundidas por alguns meios não correspondem aos autos judiciais nem às declarações oficiais das autoridades norte-americanas.
Marco Moreira concluiu que o propósito destas intervenções é “corrigir informações incorrectas e repor a verdade”, reafirmando que a candidatura de Higino Carneiro à presidência do MPLA mantém-se firme e orientada para a transparência, a unidade e o fortalecimento da vida política em Angola.