Ex-trabalhadores da AAA Activos denunciam abandono e salários em atraso após transição para a Umbiserv
Ex-trabalhadores da AAA Activos denunciam abandono e salários em atraso após transição para a Umbiserv
hotel iu

Um grupo de antigos trabalhadores da AAA Activos, afetos ao IU Hotel, dos municípios de Lubango (Huíla) e Talatona (Luanda), denunciou esta semana a situação de abandono e falta de salários por parte da empresa Umbiserv, Lda., vencedora do concurso público para a gestão dos imóveis apreendidos ao empresário Carlos São Vicente no âmbito do programa de combate à corrupção.

A Umbiserv, pertencente aos angolanos Ricardo Borges e Katyali Mutindi, segundo registos oficiais, não apresentou justificações plausíveis para os incumprimentos.

No Lubango, 14 ex-funcionários afirmam estar sem receber salários há vários meses e acusam a empresa de incumprir o acordo estabelecido aquando da transição.

Segundo relatam, foram suspensos das suas atividades a 1 de janeiro de 2025, sob a alegação de uma reestruturação e manutenção geral do hotel, num prazo de seis meses. Porém, mais de um ano depois, garantem que nenhuma intervenção foi feita e os salários continuam em atraso.

“Perdemos dignidade nas nossas famílias, pois não temos nada na mesa. Esta situação está a afetar gravemente as nossas vidas e o sustento dos nossos filhos”, desabafou um dos trabalhadores em representação do grupo.

Em Talatona, a situação é semelhante. Mais de 30 antigos funcionários afirmam que, apesar de um compromisso inicial da UMBISERV em assumir os passivos da AAA Activos – compromisso mediado pelo IGAPE, entidade responsável pela transição -, a empresa nunca honrou os pagamentos.

Pior: os trabalhadores dizem desconhecer atualmente o paradeiro da própria Umbiserv e nem o IGAPE consegue fornecer informações claras sobre o destino da gestora.

Os ex-colaboradores referem ainda que, mesmo após levarem o caso ao tribunal e conseguirem um acordo amigável, a empresa continua sem cumprir as obrigações laborais.

“O nosso grito de socorro é por uma indemnização justa pelo tempo de trabalho. Não sabemos mais o que fazer”, afirmam.

Os trabalhadores questionam como é possível que empresas sem capacidade financeira sejam declaradas vencedoras de concursos públicos de gestão de ativos desta natureza, alertando para o risco de os novos gestores repetirem o mesmo padrão de incumprimento.

Enquanto aguardam uma solução definitiva, os ex-funcionários pedem a intervenção urgente das autoridades competentes para garantir que os seus direitos laborais sejam respeitados.

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