
A reunião ordinária do Bureau Político da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) que decorreu, nesta sexta-feira, 26, na sede do partido, em Luanda, foi marcada por momentos de tensão, desentendimentos e protestos internos.
O encontro, presidido por Nimi a Simbi, foi antecedido por uma oração, na qual se pediu a presença do Espírito Santo, presença essa que, segundo observadores, não se fez sentir na sala onde se desenrolou a conturbada reunião.
Logo no início, a aprovação da agenda de trabalho não foi consensual, levando à expulsão de alguns membros, incluindo o militante Carlos, que se recusou a sair pacificamente.
“Eu não vou sair. Se vocês quiserem, então que todos abandonem a sala”, desabafou em tom de protesto.
A retirada forçada destes membros prolongou-se até ao pátio da sede, local onde os jornalistas aguardavam pela divulgação do comunicado final.
Para surpresa da imprensa, também foram convidados a abandonar o recinto, gerando descontentamento, uma vez que haviam sido oficialmente convidados a permanecer no interior da sede até ao término da reunião.
Entre os pontos principais da agenda constavam:
1 – Os preparativos dos congressos da JFNLA e da AMA;
2 – A situação da dívida contraída na pensão Sanza Pombo;
3 – As consequências nefastas dessa dívida para a imagem e estabilidade do partido;
4 – Os leitmotivs das dissensões internas que ameaçam a coesão partidária;
5 – E as causas profundas que alimentam desconfianças mútuas entre militantes.
O ambiente turbulento que marcou a reunião lança luz sobre as fragilidades internas e levanta preocupações quanto à capacidade do partido em preservar a sua unidade num momento político crucial.
Por: Ngola Ntuady Kimbanda Nvita