Angola inaugura primeira fábrica de soro hospitalar em Novembro para reduzir dependência de importações
Angola inaugura primeira fábrica de soro hospitalar em Novembro para reduzir dependência de importações
soro

A primeira fábrica de soro hospitalar de Angola entra em funcionamento em Novembro deste ano, na Zona Económica Especial (ZEE) de Luanda, marcando um passo decisivo na substituição de importações e na consolidação da indústria farmacêutica nacional.

O empreendimento, com capacidade instalada para produzir 7,5 milhões de unidades de 500 ml por ano, visa suprir cerca de 40% das necessidades internas de consumo e representa um investimento estratégico para o fortalecimento do sistema de saúde e a redução da vulnerabilidade externa do país, segundo o administrador executivo da ZEE, Adriano Celso Borja.

O Imparcial Press apurou que a fábrica integrará o Complexo Farmacêutico da VitalFlow, avaliado em 80 milhões de euros, esta a ser desenvolvido pelas empresas portuguesas Medika e Gazcorp, em parceria com a angolana VitalFlow e com apoio financeiro do Fundo Soberano de Angola (FSDEA).

A estrutura ocupará 60 mil metros quadrados e incluirá quatro unidades industriais dedicadas à produção de comprimidos, medicamentos injectáveis, soros e gases medicinais, como oxigénio e azoto.

Para Nuno Andrade, director-geral da Medika e da Gazcorp, o complexo representa um salto qualitativo na capacidade produtiva do país.

“O projecto vai reduzir drasticamente a dependência de Angola face ao mercado externo, onde cerca de 99% dos produtos farmacêuticos são actualmente importados. É um investimento de relevância estratégica que contribuirá para aumentar a mão-de-obra qualificada e impulsionar as exportações regionais”, destacou.

A instalação industrial, localizada nas imediações do Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, prevê a criação de 160 postos de trabalho directos, dos quais apenas 10 serão ocupados por técnicos estrangeiros, estando a maioria reservada a profissionais angolanos que beneficiarão de formação contínua e certificação técnica.

O complexo contará com 17 mil metros quadrados de área produtiva coberta, uma estação própria de tratamento de água, auditório, cantina, ginásio, campo desportivo e um centro médico interno equipado para exames de diagnóstico.

A primeira fase de produção de soro entra em operação já em Novembro, enquanto as demais linhas de fabrico comecem a operar até Novembro de 2026.

Nos primeiros cinco anos de actividade, os promotores estimam atingir um volume acumulado de negócios de cerca de 560 milhões de euros.

Para o administrador da ZEE, Adriano Celso Borja, o investimento enquadra-se na estratégia de industrialização e diversificação económica em curso no país.

“A nova unidade farmacêutica reforça a capacidade produtiva nacional, assegura maior autonomia ao sistema de saúde e consolida o posicionamento da ZEE como polo industrial de referência na África Austral”, frisou.

Actualmente, a Zona Económica Especial de Luanda-Bengo conta com 227 unidades instaladas, das quais 129 estão operacionais, produzindo bens alimentares, materiais de construção e produtos industriais, com parte significativa destinada à exportação para países da região.

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