
Os três agentes da polícia, afectos ao Comando Municipal de Benguela, implicados no caso de agressão ao jornalista da Angop, José Honório, estão detidos, sob medida disciplinar, informou, ontem, sábado, 26, o porta-voz da instituição.
Ernesto Tchiwale disse que os três agentes em causa, fazem parte de um grupo de nove efectivos, da mesma unidade policial, em Benguela, que no dia 16 de Novembro, pelas 17h00, se encontravam em serviço de segurança.
Os outros seis efectivos, referiu, foram isentos de qualquer responsabilidade, por se ter notado e concluído que, durante a acção, estes não estiveram directamente ligados ao caso de agressão.
A agressão e detenção do jornalista, explicou, aconteceu durante a intervenção de alguns efectivos da polícia para desmantelar a prática das vendas desordenadas, na via pública. Na acção, os polícias, foram surpreendidos por José Honório, que tentou impedir a apreensão dos bens de algumas vendedoras. Pelo comportamento do cidadão, os efectivos decidiram detê-lo, pelo facto de considerarem o acto uma obstrução da actividade.
“A situação agravou quando o cidadão ao ser intimado pelos agentes para acompanhá-los à esquadra, negou acatar a ordem. Perante tal resistência, os agentes fizeram uso da força para vincar a sua autoridade. Em momento algum, o detido mostrou-se sereno, ou suficientemente calmo para que fosse tratado de outra forma”, disse, acrescentando que em relação ao facto de ser jornalista, Ernesto Tchiwale evocou ser funcionário da Angop após a detenção e no momento em que era conduzido à viatura policial.
“A delegação da Angop, assim como o advogado deste, já foram devidamente comunicados sobre o despacho de decisão do processo, podendo dela recorrer, através das instâncias e dos métodos que julgar conveniente”, adiantou.
O porta-voz da instituição apelou, ainda, à sociedade em geral para evitar confrontos com as forças policiais, sobretudo quando esta se encontra em serviço na via pública. “A população deve acatar as orientações e no caso de factos que perturbem as comunidades, estes devem manifestar tal situação junto de uma esquadra da polícia nacional, para este órgão fazer a devida intervenção”, aclarou.
in JA