
A antiga meia-distância do Petro de Luanda, Lídia João, figura marcante do andebol feminino angolano nas décadas de 1980 e 1990, morreu na quarta-feira, em Luanda, vítima de doença, aos 58 anos, informou fonte familiar.
Até à data da sua morte, a ex-internacional trabalhava no departamento de andebol do Petro de Luanda, clube onde se consagrou e consolidou uma carreira recheada de títulos e conquistas.
Integrante da chamada geração de ouro do andebol angolano, Lídia João destacou-se ao lado de nomes como Palmira Barbosa, Paula do Sacramento Neto, Elisa Webba “Lili”, Hermínia Coelho, Luzia Prazeres, Fábia Raposo, Ilda Bengue, Anica Neto, Elisa Peres, Felisbela Teixeira “Belinha”, Anabela Joaquim, Esperança Domingos “Panchita” e Rosa Torres “Rosita”, atletas que abriram caminho para a afirmação continental da modalidade e contribuíram para a hegemonia de Angola no andebol africano.
Natural de Luanda, iniciou a carreira nos escalões de formação da Base Central de Reparações (BCR), clube ligado ao Ministério da Defesa Nacional.
Em 1983, no Namibe, conquistou o título de campeã nacional de juniores e foi ainda a melhor marcadora da competição, com 72 golos.
Aos 18 anos, ascendeu ao escalão sénior pela BCR, onde permaneceu até 1988. Pelo meio, em 1987, representou o Ferroviário de Angola, conquistando a sua primeira Taça dos Clubes Campeões, disputada na Nigéria.
No final da década de 1980, transferiu-se para o Petro de Luanda, onde viveu o auge da carreira. Com a camisola “tricolor”, sagrou-se campeã nacional durante toda a década de 1990, somando quatro Taças dos Clubes Campeões, duas Taças Babacar Fall e títulos africanos em 1992 e entre 1994 e 1999.
O nome de Lídia João permanece gravado na história do andebol feminino nacional como símbolo de talento, entrega e pioneirismo de uma geração que elevou o nome de Angola nas competições africanas e internacionais.
