
Um grupo de funcionários da Direcção Municipal da Saúde de Waku Kungo, província do Cuanza Sul, manifestou descontentamento face ao que classificam como “gestão autoritária e pouco participativa” do actual director municipal, Carlos da Silva Azevedo, e exige a sua exoneração.
Segundo uma denúncia interna enviada ao Imparcial Press, os funcionários acusam o responsável de adoptar uma postura “arrogante e prepotente”, promovendo reuniões onde apenas a sua posição prevalece e onde, alegadamente, não permite contraditório ou intervenção técnica dos restantes quadros, incluindo os mais experientes do sector.
Os mesmos afirmam que a gestão da saúde no município “tem vindo a deteriorar-se”, apontando situações de alegado nepotismo, favorecimento e clima de tensão interna desde que a nova direcção assumiu funções.
Segundo o documento, estas práticas estariam a comprometer o funcionamento dos serviços e a relação entre a direcção e os profissionais da área.
A escolha do director municipal, pelo administrador municipal, Fonseca Miguel Canga, dizem os signatários da denúncia, não terá sido antecedida de qualquer auscultação interna, situação que, defendem, está a gerar consequências negativas para o sector.
Os funcionários alertam que, caso o cenário permaneça inalterado até ao final do mês, pretendem avançar com um abaixo-assinado que será remetido ao Governo Provincial do Cuanza Sul, ao Gabinete Provincial da Saúde e ao Ministério da Saúde, solicitando a intervenção das entidades de tutela.