
O jornal electrónico Imparcial Press voltou hoje a estar plenamente operacional, depois de ter permanecido fora do ar durante dois dias na sequência de um ataque informático ainda por esclarecer.
A Direcção deste jornal agradece a paciência e a solidariedade manifestadas por leitores, parceiros e colegas de profissão durante este período de interrupção forçada, que afectou o acesso às nossas publicações e plataformas digitais.
Embora as causas técnicas do ataque estejam ainda a ser analisadas, o Imparcial Press não pode ignorar o contexto político e mediático em que este incidente ocorre.
Em Angola, o exercício do jornalismo investigativo continua a ser marcado por pressões, intimidações, processos judiciais abusivos, censura económica e ataques digitais, num ambiente cada vez mais hostil à liberdade de imprensa.
Nos últimos anos, jornalistas e órgãos de comunicação independentes têm sido alvo de perseguições selectivas sempre que abordam temas sensíveis como corrupção, má governação, abusos de poder e violação de direitos humanos.
Em vez de proteger o direito constitucional à informação e à liberdade de expressão, o Estado angolano tem falhado sistematicamente em criar um ambiente seguro e plural para o trabalho jornalístico.
A interrupção do nosso site, ainda que sem autoria oficialmente identificada, insere-se neste padrão preocupante de obstáculos ao livre exercício do jornalismo.
Num país que se diz comprometido com a democracia e o Estado de Direito, é inaceitável que órgãos de comunicação social independentes sejam empurrados para a vulnerabilidade técnica e institucional, sem qualquer protecção efectiva por parte das autoridades.
O Imparcial Press reafirma que não se deixará silenciar por ataques infantis, ameaças ou tentativas de intimidação. Continuaremos a cumprir a nossa missão de informar com rigor, independência e responsabilidade, dando voz aos cidadãos e escrutinando o poder, como exige qualquer sociedade democrática.
Apelamos às autoridades angolanas para que deixem de encarar o jornalismo investigativo como um inimigo político e passem a tratá-lo como um pilar essencial da democracia, garantindo condições reais de segurança, liberdade e respeito para todos os profissionais da comunicação social.
Aos nossos leitores, asseguramos que o Imparcial Press está de volta, mais determinado do que nunca a continuar a informar sem medo e sem filtros.