Vice-presidente da Assembleia Nacional defende dispersão populacional para aliviar pressão sobre Luanda
Vice-presidente da Assembleia Nacional defende dispersão populacional para aliviar pressão sobre Luanda
Cuononoca

O primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, Américo António Cuononoca, defendeu hoje, em Luanda, que a solução para muitos dos problemas sociais da capital angolana passa pela dispersão populacional para o interior do país, impulsionada pela criação de emprego e pela melhoria do acesso a serviços sociais de qualidade.

Em declarações à margem da missa de celebração dos 450 anos da cidade de Luanda, realizada na Igreja da Sagrada Família, o político considerou que a redistribuição da população reduziria a concentração nas capitais provinciais, aliviando o fluxo urbano e a sobrecarga sobre a metrópole.

“Este fenómeno desacelera o êxodo rural e o crescimento urbano frenético, promovendo uma distribuição mais equilibrada da população”, afirmou.

Segundo Américo Cuononoca, a excessiva concentração de pessoas em Luanda agravou problemas sociais como o acesso à água, energia eléctrica, educação, saúde e saneamento básico, aumentando igualmente a pressão sobre infra-estruturas, habitação, transportes e serviços públicos.

“Mais de metade da população de Luanda não tem profissão, o que quer dizer que boa parte das pessoas dedica-se ao comércio. Sendo assim, não há capacidade suficiente para a solução imediata dos problemas”, acrescentou.

O dirigente sublinhou que estes constrangimentos impõem ao Governo a responsabilidade de procurar soluções de forma permanente, “preservando, em primeiro lugar, as necessidades primárias dos cidadãos”, mas frisou que a concretização dos planos governamentais depende também do contributo dos próprios cidadãos.

Como exemplo, apontou a problemática do saneamento básico, assegurando que não haverá solução imediata enquanto persistirem comportamentos contrários a “conceitos básicos de higiene”.

A celebração eucarística alusiva aos 450 anos da cidade de Luanda coincidiu com o encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2026, organizada conjuntamente pelo Conselho das Igrejas Cristãs em Angola (CICA) e pela Igreja Católica, sob o lema “Há um só Corpo e um só Espírito”.

A missa contou com a presença de várias personalidades, entre as quais o governador de Luanda, Luís Manuel da Fonseca Nunes, a vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, a juíza conselheira presidente do Tribunal Constitucional, Laurinda Prazeres, o presidente do PRS, Benedito Daniel, além de ministros, administradores municipais e membros da sociedade civil.

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