
Um grupo de trabalhadores eventuais afectos à Casa Militar do Presidente da República denuncia a falta de pagamento de salários relativos a dois meses de trabalho prestado na província do Cuando, no âmbito da construção da base para um hospital de campanha na cidade de Mavinga.
Segundo fontes do Imparcial Press, a Casa Militar enviou, em Junho do ano transacto, cerca de 26 trabalhadores para aquela província, onde permaneceram durante três meses e duas semanas a executar trabalhos de implantação da base do futuro hospital de campanha.
Durante o período em que vigorou o contrato, os visados afirmam ter recebido apenas o equivalente a um mês de salário, permanecendo em dívida dois meses e duas semanas de remuneração, sem que até ao momento tenham obtido uma resposta concreta das entidades responsáveis.
Os trabalhadores sustentam que a missão foi realizada por orientação superior, atribuída ao general de Exército na reforma Francisco Pereira Furtado, ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, sob a supervisão do brigadeiro José Benedito Sangongo, director de Logística e Infra-Estruturas da instituição, e do tenente-coronel Camate.
Os visados asseguram ainda que exerceram funções em condições consideradas difíceis, incluindo adversidades climáticas, alimentação deficiente e alojamento precário, sublinhando que, apesar disso, cumpriram integralmente a missão que lhes foi atribuída.
“Fizemos o trabalho até ao fim, em condições muito duras, mas até hoje continuamos a receber apenas promessas. Queremos apenas que nos paguem o que é nosso por direito”, afirmou ao Imparcial Press um dos trabalhadores, sob anonimato.
Os lesados alegam que pertencem a uma unidade sediada no Sequele, em Luanda, e pedem a intervenção das autoridades competentes para a regularização imediata dos valores em falta.
De referir que, no início das obras, uma delegação multissectorial do Governo Central, chefiada pelo general Francisco Pereira Furtado, efectuou uma visita de constatação às obras do hospital de campanha, que se encontra actualmente em funcionamento.
A unidade hospitalar, com capacidade para 150 camas, dispõe de laboratórios e outros serviços de apoio, visando reforçar o sistema de saúde local e assegurar uma melhor assistência médico-medicamentosa às populações da região.
Contactada pelo Imparcial Press, fonte da Casa Militar do Presidente da República não respondeu, até ao momento, aos pedidos de esclarecimento sobre as alegações de atraso salarial e as condições de trabalho descritas pelos trabalhadores.