
A delegada permanente de Angola junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Maria Cândida Teixeira, entregou, esta sexta-feira, em Paris (França), o dossier de candidatura da Estação de Arte Rupestre do Chitundo-Hulu a Património Mundial.
O processo, elaborado por peritos nacionais sob coordenação do Ministério da Cultura, foi submetido ao director do Centro do Património Mundial da UNESCO, Lazare Assomo, para efeitos de avaliação, segundo uma nota distribuída à imprensa.
Caso a candidatura seja aprovada, o sítio arqueológico do Chitundo-Hulu passará a integrar a Lista do Património Mundial da UNESCO, tornando-se o segundo bem cultural angolano a constar nesse registo internacional, depois da cidade histórica de Mbanza Kongo, antiga capital do Reino do Kongo.
Com mais de quatro mil anos de existência, a estação arqueológica do Chitundo-Hulu é considerada um marco de referência da arte rupestre em África, constituindo o ponto de partida de importantes manifestações pré-históricas localizadas na província do Namibe.
O local destaca-se pelas gravuras e pinturas rupestres do denominado “Morro Sagrado dos Mucuísses”, considerado um dos mais notáveis conjuntos de arte rupestre da pré-história em Angola, com abundantes representações de animais e figuras esquematizadas.
Nos últimos anos, o sítio tem servido de base para estudos científicos e tem registado um aumento do interesse turístico, atraindo visitantes nacionais e estrangeiros à região.