
A comunidade LGBTQIA+ em Angola passa a contar com uma nova efeméride nacional dedicada à visibilidade e afirmação de direitos. O Movimento LGBTQIA+, plataforma que congrega organizações e colectivos da comunidade, instituiu o dia 7 de Maio como Dia da Mulher Trans Angolana, soube o Imparcial Press.
A decisão foi tomada após vários debate, reflexão colectiva e concertação política entre os membros do movimento, que consideraram a criação da data um passo relevante para o reconhecimento social das mulheres trans no país.
Segundo a organização, a institucionalização do Dia da Mulher Trans Angolana visa afirmar a existência, dignidade e visibilidade das mulheres trans em Angola, bem como promover a consciencialização social e o debate público sobre políticas de inclusão, direitos humanos e justiça social dirigidas a esta população, historicamente marginalizada.
A escolha da data reveste-se também de um forte simbolismo, por assinalar a realização da primeira Gala Miss Trans Angola, ocorrida a 7 de Maio de 2024, considerada pelo movimento um marco de afirmação, resistência, autoestima e protagonismo das mulheres trans angolanas.
De acordo com o Movimento LGBTQIA+, esta efeméride representa um passo importante na consolidação de uma agenda nacional de direitos humanos assente no reconhecimento da diversidade, no combate à discriminação e na promoção de uma sociedade mais justa, inclusiva e plural.
Com a criação desta data, a comunidade LGBTQIA+ reforça a visibilidade das suas reivindicações e a presença do debate sobre igualdade e direitos no espaço público angolano.